EUA usam medicamento experimental no tratamento da Covid-19 A revista especializada Nature publicou um artigo mostrando um medicamento experimental, que é “uma das maiores esperanças do mundo contra a Covid-19” e “pode reduzir o tempo de recuperação da infecção por coronavírus”.

As informações vieram após o “maior e mais rigoroso ensaio clínico do composto”, feito com mais de mil pessoas, diz a revista.

O medicamento experimental, chamado Remdesivir, interfere na replicação de alguns vírus, incluindo o vírus SARS-CoV-2, responsável pela pandemia que infectou 3,2 milhões de pessoas e matou 227 mil no mundo, sendo 5.513 no Brasil, até esta quinta-feira (30).

O estudo comprovou que pessoas que tomaram Remdesivir se recuperavam em 11 dias, em média, em comparação com aqueles que utilizam placebo e tinham recuperação em 15 dias.

Em um teste conduzido pelo fabricante do medicamento, Gilead Sciences de Foster City, da Califórnia, mais da metade dos 400 participantes com Covid-19, que estavam em estado grave, se recuperaram em duas semanas após o tratamento.

Mortes
As mortes também foram menores entre os participantes do estudo que receberam o medicamento, mas essa tendência não foi estatisticamente significativa.

O tempo de recuperação reduzido, no entanto, foi significativo e foi um benefício suficiente para que os pesquisadores decidissem interromper o estudo mais cedo por razões éticas para garantir que os participantes que estavam recebendo placebo agora pudessem tomar o medicamento.

Segundo Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, NIAID, e que faz parte do Departamento de Saúde norte-americano, o Remdesivir pode se tornar um tratamento padrão para a Covid-19 nos EUA.



*com informações da Revista Nature