Novo ministro da Justiça é pastor presbiteriano

O advogado-geral da União, André Mendonça, aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no lugar de Sérgio Moro. A nomeação para o cargo sai em edição do Diário Oficial desta terça-feira (28).

André é advogado da União desde 2000, tendo exercido, na instituição, os cargos de corregedor-geral da Advocacia da União e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Recentemente, na Controladoria-Geral da União (CGU), como assessor especial do ministro, coordenou equipes de negociação de acordos de leniência celebrados pela União e empresas privadas.

Com a definição do novo ministro da Justiça, Bolsonaro confirmou também a escolha do novo diretor geral da Polícia Federal. O delegado de carreira e atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, é o escolhido para o posto.

Terrivelmente evangélico

Formado em direito em 1993 na Faculdade de Bauru, o novo ministro da Justiça fez mestrado na Universidade de Salamanca, na Espanha, sobre Corrupção e Estado de Direito e é doutorando na mesma instituição com o projeto Estado de Direito e Governança Global. Ele também é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília. Mas o que poucos sabem é que André Luiz de Almeida Mendonça, de 47 anos, é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Mendonça é cotado como o ministro “terrivelmente evangélico” que poderá ser indicado para a vaga que será aberta após a aposentadoria de Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal, em novembro.