Pastor é preso por anunciar o Evangelho e levar ajuda durante quarentena Se aqui os pastores estão nas redes sociais quase que diariamente fazendo lives e os cultos de louvor e adoração se tornaram quase que diários nas redes sociais neste período de pandemia, no Cazaquistão a pregação online é considerada crime. Por lá a quarentena também foi imposta como medida para impedir a propagação da Covid-19. No entanto, a perseguição religiosa continua. O pastor Jakim (pseudônimo) e a família estão presos por terem compartilhado o Evangelho durante o isolamento social. O líder está encarcerado em cela separada da esposa e dos dois filhos pequenos.

O prazo para soltura é de 10 dias, porém, o julgamento da família deve ocorrer esta semana. Jakim é acusado de comprar comida em local distante de casa e de levar alimentos para outras pessoas. Para as autoridades locais, ele violou a quarentena. Porém, alguns irmãos locais acreditam que a situação foi armada, já que ele foi até o prédio de administração da cidade para uma reunião com o diretor do comitê religioso, que não estava no local marcado. Depois disso, o líder foi ao supermercado mais próximo e lá recebeu a ordem de prisão.

Segundo o ministério Portas Abertas, durante o julgamento, o pastor não terá advogado de defesa. O fato é mais uma prova de que os cristãos no Cazaquistão enfrentam perseguição vinda das autoridades locais. Desde 2011, o governo trabalha para ampliar o controle sobre a população e, por isso, aumentou a vigilância, ataques a reuniões e prisões de cristãos. O território ocupa o 35º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020.