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Pesquisadores descobrem que coronavírus não resiste à luz do sol Uma pesquisa pode dar novos rumos à guerra contra o coronavírus. O setor de ciência e tecnologia do Departamento de Segurança Nacional (DHS) dos Estados Unidos descobriu que altas temperaturas, umidade e luz do sol matam o coronavírus presente em gotículas de saliva em superfícies não-porosas e no ar.

“Nossa observação mais impactante é sobre o efeito poderoso que luz solar parece ter para matar o vírus em superfícies e no ar”, afirmou Bill Bryan, do DHS. “Vimos efeito similar também ao aumentarmos temperaturas e umidade, o que acaba criando um ambiente menos favorável para o vírus.”

As descobertas foram reveladas em coletiva de imprensa na quinta-feira (23), em ação conjunta do DHS e a força-tarefa da Casa Branca.

O estudo descobriu que o novo coronavírus morre mais rapidamente quando na presença da luz direta do sol, e sobrevive melhor em condições de confinamento.

No estudo, vírus foram lançados no ar com aerosol. Quando expostos à luz solar simulada, eles rapidamente morreram. Sem a intervenção, não houve redução na quantidade de coronavírus presentes nas gotículas no período de uma hora.

Alguns hospitais norte-americanos já usam radiação UV na descontaminação de espaços. O próximo passo do DHS será desenvolver uma equação para apontar as combinações ideais de temperatura e umidade para acabar com o coronavírus.

COVID-19 x FRIO
Pesquisadores chineses já haviam levantado a hipótese de que o novo coronavírus age com mais dificuldade em países quentes e úmidos.

Foi analisado o contágio tanto na Ásia como Europa no período em que as autoridades ainda não haviam tomado qualquer atitude para isolar a população, já que o objetivo era notar como o vírus se comporta em situações naturais de convívio.

Eles identificaram que países como Singapura, Tailândia e Malásia tiveram quantidade diária de novos casos confirmados da Covid-19 abaixo de um. Os termômetros nessas localidades oscilavam entre 30ºC e 36ºC.

Já a Itália estava no fim do inverno, com os termômetros marcando entre 6ºC e 12ºC, quando sofreu uma explosão de casos da doença.

A pesquisa ainda apontou que água sanitária e outros desinfetantes também matam o vírus rapidamente.