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Ditadura na Coreia do Norte deve permanecer mesmo se morte de Kim Jong-un for confirmada O estado de saúde do ditador norte-coreano Kim Jong-un é a grande incógnita deste sábado (25). A revista japonesa Shūkan Gendai chegou a publicar que Kim encontra-se em “estado vegetativo” depois de ser submetido a uma cirurgia cardíaca no início deste mês. Mas outra parte da mídia oriental diz que o líder do país mais fechado do mundo já teria morrido.

A Shūkan Gendai afirma que na sexta-feira (24), a China enviou à Coreia do Norte um médico para ajudar a tratar Kim. O veículo de comunicação japonês entrevistou o médico que afirma que Kim sofreu uma parada cardíaca e caiu durante viagem ao campo em 12 de abril.

A publicação diz que foi colocado 1 stent na artéria do líder norte-coreano para restaurar o fluxo sanguíneo.

A última aparição pública de Kim Jong-un foi em 11 de abril.

Segundo o canal de TV norte-americano CNN, a Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) e o Conselho Nacional de Segurança estão monitorando a situação do ditador.

Esta não é a primeira vez que relatos contraditórios confundem a comunidade internacional. Em 2014, Kim ficou fora dos holofotes por quase seis semanas, despertando rumores sobre sua morte. Passado um mês, contudo, o líder reapareceu usando uma bengala. A Inteligência sul-coreana afirmou que ele havia passado por uma cirurgia para remover um cisto do tornozelo, mas o governo norte-coreano nunca esclareceu a questão.

Perseguição
Muitos falam que a possível morte de Kim poderia tornar a Coreia do Norte mais tolerante, principalmente no que diz respeito à religião, principalmente o cristianismo. No entanto, caso a morte do ditador seja confirmada, provavelmente o regime estritamente fechado permanecerá.

Se Kim Jong-un pode ter alguém próximo, é a irmã Yo-Jong – nada a ver com o meio-irmão Kim Jong-nam, assassinado com um gás mortífero que duas prostitutas passaram com um lenço sobre seu rosto no aeroporto de Kuala Lumpur.

Especialistas estão divididos sobre a possibilidade de Yo Jong se tornar Líder Suprema. Alguns acreditam que é impossível que uma mulher de 32 anos assuma o controle de um país comandado por uma elite de homens velhos poderosos. Outros acreditam que ela é a sucessora natural de Kim, e que suas aparições públicas recentes mostram que ela está sendo preparada para assumir.

Outros ainda dizem que é impossível prever o que vai acontecer quando Kim morrer.

Mas a possibilidade de uma mulher assumir o poder em Pyongyang não deve ser considerada uma chance das políticas internacionais do país serem abrandadas.

Nascida em 26 de setembro de 1987, Yo Jong é a quinta filha, a mais nova, do ex-líder norte-coreano Kim Jong Il. A mãe dela era Ko Yong Hui, a segunda amante do antigo líder.

Yo Jong tinha 9 anos quando foi mandada para Berna na Suíça, onde frequentou o ensino fundamental. Foi lá que ela forjou um laço próximo com o irmão mais velho King Jong Un.

Yo Jong voltou para a Coreia do Norte em 2000, depois de completar os estudos. Pouco se sabe sobre suas atividades nos anos seguintes, mas seu futuro como parte da dinastia política da família foi sinalizado em 2002, quando seu pai disse a estrangeiros que a filha mais nova estava interessada em política e queria uma carreira no governo da Coreia do Norte.

Em 2007, ela se formou na Universidade Kim Il Sung em Pyongyang em ciência da computação e se juntou ao Partido dos Trabalhadores.

Ela se tornou uma assessora próxima do pai depois que ele sofreu vários derrames em 2008. Nos anos seguintes, ela ajudou a planejar a ascensão do irmão para Líder Supremo em 2011, quando o pai faleceu.