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Hemorio inicia coleta de plasma de novos pacientes curados de Covid-19 O Rio de Janeiro começou a testar o uso do plasma sanguíneo em pacientes graves da Covid-19. Duas mulheres e um homem que estão internados no Instituto Estadual do Cérebro receberam a transfusão de plasma de um doador já curado da doença. O plasma de um único doador, que tinha uma grande quantidade de anticorpos, foi suficiente para os três pacientes.

Segundo o diretor do Hemorio, Luiz Amorim, existem 621 pessoas que se curaram da Covid-19 e se cadastraram para fazer a doação de plasma. Nesta quarta-feira (22), o Hemorio inicia a coleta desse material para realizar o procedimento em mais 100 pacientes.

Ao final da próxima semana, 20 pacientes terão recebido a transfusão. Se os resultados forem positivos, o tratamento será estendido para mais 80 pessoas e, mediante sucesso, usado em larga escala em pacientes graves de Covid-19.

Feito por iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde, o trabalho envolve, além do IEC, o Hemorio e o Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O Hemorio concentra o recrutamento e cadastro de voluntários (até agora, já são mais de 600), além da coleta do sangue. Como nem todo mundo que pegou a doença é capaz de produzir anticorpos em quantidade suficiente para estancar a carga viral em outro paciente, é necessária uma bateria de testes para que o material seja aprovado e preparado para infusão. Na UFRJ, são feitos estes exames que detectam se o sangue do doador é apto para combater o coronavírus.

No Reino Unido, o Sistema Nacional de Saúde (NHS) está pedindo que pessoas que se recuperaram da doença doem sangue para que o uso do plasma seja avaliado como forma de tratamento alternativo. Nos Estados Unidos, mais de 1.500 hospitais já adotaram a medida – até agora, nenhum dano colateral grave foi reportado.