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Prefeitura do Rio conclui obra do hospital de campanha do Riocentro
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Habitação e Conservação (SMIHC), entregou neste domingo (19) as obras do hospital de campanha do Riocentro, na Zona Oeste da cidade. A unidade de campanha da capital é a maior da rede pública no estado todo, com 16,5 mil metros quadrados de pavilhão e 13 mil metros quadrados de área construída. São 500 leitos destinados a pacientes com o novo coronavírus, sendo 400 de clínica médica e 100 de UTI, entre os quais, 15 com recursos para hemodiálise.

Foram montados também um centro cirúrgico em uma área de 500 metros quadrados, com aparelhos de autoclave e termodesinfectador, e três salas para procedimentos, além de um centro de imagens com tomógrafo e raio-x digital. O CTI, o centro de imagens e o centro cirúrgico têm instalações de ar-condicionado independentes.

Início da operação
Com a entrada em operação do hospital de campanha, que ocorrerá quando a capacidade total do Hospital Ronaldo Gazolla chegar a 70% de ocupação (dos 381 leitos), a rede municipal de saúde do Rio terá mais de mil leitos para atendimento de pessoas infectados com a Covid-19. Desde no início da pandemia, a Secretaria Municipal de Saúde já abriu 313 novos leitos exclusivos em unidades da rede. Desse total, 109 leitos são de UTI. Os leitos estão distribuídos no Hospital Ronaldo Gazolla, unidade de referência para a Covid-19, e outras nove unidades da rede. Somente no Hospital Ronaldo Gazolla, foram abertos 186 leitos, sendo 65 de UTI.

O hospital Ronaldo Gazolla terá ao todo 381 leitos exclusivos - 201 deles destinados aos pacientes que precisam de cuidados intensivos. A ampliação dos leitos está sendo realizada gradualmente e será concluída com a chegada, prevista para os próximos 10 dias, novos respiradores e monitores, comprados pela Prefeitura do Rio antes da pandemia para reequipar os hospitais da cidade. Cem dos respiradores serão instalados no hospital de campanha, no Riocentro.

Mais equipamentos chegam da China
No próximo dia 27 saíra da China um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com nova leva de equipamentos e materiais para o hospital de campanha do Riocentro. A previsão de chegada é entre os dias 29 e 30/04. A Prefeitura já iniciou a contratação de pessoal para o trabalho no local, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de apoio.

Todos os leitos no hospital de campanha têm saídas de gases medicinais para os respiradores, com oxigênio, ar comprimido e vácuo para sucção, distribuídos por meio de 16 km de tubulações de cobre. Os leitos são equipados, ainda, com botões para comunicação com os postos de enfermagem, quatro pontos de energia elétrica para os aparelhos necessários ao monitoramento dos sinais vitais dos pacientes, e um móvel de cabeceira, além de kits de higienização.

Foram montados no espaço 13 postos de enfermagem, sendo um para cada 30 leitos. São 65 banheiros femininos, masculinos e para pessoas com deficiência, que funcionarão junto aos postos de enfermagem e estão equipados com lavatórios, sanitários e boxes com chuveiros. Haverá uma farmácia, um centro de admissão de pacientes, uma cozinha industrial e um refeitório. Ao chegar e sair, os profissionais de saúde farão a desinfecção na área externa do hospital, em containers com 18 chuveiros femininos e 18 masculinos, além de local para depósito de roupa suja. Todo fluxo de desinfecção foi elaborado com o apoio de técnicos da Subsecretaria de Vigilância Sanitária.

Câmeras de monitoramento e Wi-Fi
Todos os leitos são monitorados por 90 câmeras espalhadas estrategicamente e têm rede de wi-fi. Para isso, foram utilizados 18 km de cabos. Dos quatro mezaninos já existentes, três funcionarão como sala de descanso para médicos e enfermeiros. Toda parte de equipamento médico e pessoal será fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde.

A prefeitura do Rio investiu, inicialmente, cerca de R$ 10 milhões na construção do hospital de campanha, fora o valor destinado à operação e manutenção. Além do secretário Sebastião Bruno, do presidente da Riourbe, Fábio Lessa, e de outros seis técnicos da SMIHC, 160 funcionários trabalharam diariamente, divididos em dois turnos, na construção do hospital.