Saiba quem é o novo Ministro da Saúde Nelson Teich é o escolhido do presidente Jair Bolsonaro para o Ministério da Saúde. O oncologista assume o lugar de Luiz Henrique Mandetta, demitido hoje (16) do cargo após semanas de embates públicos com o presidente.

Nelson Luiz Sperle Teich é formado em Medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), especialista em oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer e doutorado em Ciências e Economia da Saúde pela Universidade de York, no Reino Unido.

Fundou e presidiu o Grupo Clínicas Oncológicas Integradas (COI) entre 1990 e 2018. Foi consultor da área de saúde da campanha de Jair Bolsonaro à presidência em 2018. Chegou a ser cotado para o Ministério da Saúde na época.

O oncologista conta com apoio da classe médica e mantém boa relação com os empresários do setor de saúde.

Em um artigo publicado em 3 de abril no LinkedIn, o médico criticou a “polarização” entre a saúde e a economia.

“Esse tipo de problema é desastroso porque trata as combinações complementares e sinérgicas como se fossem antagônicas. A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal”, escreveu.

Teich não é defensor do isolamento vertical, em que apenas idosos e pessoas com doenças graves são colocadas em quarentena. O modelo é defendido por Bolsonaro e foi um dos principais fatores de desgaste entre o presidente e o ministro Mandetta.

Nelson Teich publicou três artigos sobre o coronavírus na sua página pessoal no LinkedIn. No texto mais recente, de 2 de abril, o oncologista defende o isolamento horizontal como uma “melhor estratégia no momento” no combate à pandemia.

“Diante da falta de informações e completas de comportamento, morbidade e letalidade de Covid-19, e com possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, uma opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distância social, é uma melhor estratégia no momento. Além do impacto no cuidado de pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e implantar medidas que permitam uma recuperação econômica do país ”, escreveu Teich.

Cloroquina
Em um dos textos no LinkedIn, o oncologista menciona a cloroquina como esperança no tratamento da doença, mas não se posiciona sobre uma forma de como a substância deve ser usada.

Teich, no entanto, defende que o uso de um medicamento sem comprovação científica deve ser arcado pelo paciente.