Chernobyl é nova ameaça ao planeta O mundo ganhou mais uma preocupação, além da pandemia de coronavírus. Resíduos de fumaça do incêndio florestal que atinge a região da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, desde o fim de semana passado estão chegando à capital, Kiev, cidade com quase três milhões de habitantes. 

A Ucrânia já havia alertado para um aumento da radioatividade devido à zona de exclusão que rodeia a central de Chernobyl, onde em 1986 ocorreu o pior acidente nuclear da história da humanidade.

As chamas se propagaram por mais de 100 hectares no setor florestal situado em torno da central nuclear, a cerca de 100 quilômetros da capital, Kiev.

Em nota divulgada em um primeiro momento, os serviços de emergência garantiam que as chamas estavam sob controle e que não havia sido detectado nenhum aumento da radioatividade no ar. Depois, afirmaram que havia "problemas" para extinguir o fogo, devido ao aumento da radioatividade em alguns pontos. Agora, a situação parece ter chegado a um novo momento, e mais grave.

Autoridades afirmaram, por sua vez, que as localidades próximas não corriam perigo. Dois aviões, um helicóptero e cerca de 100 bombeiros estavam mobilizados para lutar contra o incêndio.

O acidente nuclear

O reator número 4 da central de Chernobyl explodiu em 26 de abril de 1986, contaminando, segundo diferentes estimativas, até 75% da Europa. Por causa da catástrofe, as autoridades evacuaram milhares de pessoas. Uma ampla área de mais de 2.000 quilômetros quadrados foi abandonada.

Outros três reatores da planta continuaram funcionando após o desastre. O último parou no ano 2000, o que marcou o fim de toda atividade industrial em Chernobyl.