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Brasil inicia estudos sobre tratamento de infectados com coronavírus com sangue de pacientes curados Os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, vão testar o uso de plasma sanguíneo de pacientes já recuperados da Covid-19 em doentes que ainda têm a infecção. As instituições receberam no sábado (04) o aval da Comissão Nacional de Ética em pesquisa para fazer o estudo em humanos. A triagem de possíveis doadores de plasma começa hoje (06).

A autorização para a pesquisa brasileira veio um dia após a agência de medicamentos americana autorizar um estudo parecido com pacientes dos Estados Unidos.

Especialistas acreditam que o plasma de pessoas que já se recuperaram do novo coronavírus pode ser fonte de anticorpos que ajudem outras pessoas a combater a infecção.

Em nota técnica divulgada sábado à noite, a Anvisa reconhece que o chamado “plasma convalescente” tem potencial promissor de ser uma opção para o tratamento da Covid-19. A agência lembra que a terapia já foi usada em 2003 na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e em 2012 na Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), assim como nas epidemias de H1N1 e ebola.

Porém, afirma a agência, diversos estudos científicos sobre o tema “também chamam a atenção para que os resultados derivam, em geral, de estudos não controlados”. Além disso, diz que “o tamanho limitado das amostras e o desenho dos estudos impedem a comprovação definitiva sobre a eficácia potencial desse tratamento, requerendo avaliação mais aprofundada na forma de ensaios clínicos”.