Bolsonaro participa de oração pelo fim do coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro participou no final da tarde deste domingo (05) de uma roda de orações pelo fim da pandemia de coronavírus. Ele também anunciou o encerramento de seu “jejum religioso” contra a doença, que havia sido convocado por ele e por grupos evangélicos. Mas antes de iniciar a oração, que foi transmitida ao vivo em suas redes sociais, o presidente enviou alguns recados a membros de sua equipe.

“Algumas pessoas no meu Governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações”, afirmou, sem mencionar nomes. “Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem. Nada pessoal meu. A gente vai vencer essa”, declarou o presidente.

Antes das orações deste domingo, Bolsonaro também voltou a criticar indiretamente os governadores que decretaram quarentena em seus Estados, afirmando que cada chefe do executivo quer dizer que “tem determinado mais medidas restritivas do que outro”. "Como se ele estivesse preocupado com a vida de alguém. A gente sabe que a preocupação não é com vidas. A preocupação é com jogadas políticas na maioria das vezes”, afirmou ele.

Na cerimônia de encerramento de seu jejum, em frente ao Palácio da Alvorada, com cerca de 20 apoiadores e religiosos, o presidente e seus apoiadores oraram um Pai Nosso. Ele ajoelhou, orou e acompanhou o louvor proferido por um padre e um pastor para que “nenhum brasileiro morra mais dessa doença”, como afirmou o padre. A cerimônia informal durou cerca de 30 minutos. “Em nome de Jesus, eu quero declarar que no Brasil não haverá mais morte pelo coronavírus”, disse o padre. “E aqueles que estão doentes, nos hospitais, sejam curados pelo nome de Jesus”.

Neste domingo (05), o Ministério da Saúde divulgou que os casos confirmados de Covid-19 no Brasil chegam a 11.130, com 486 mortes notificadas em decorrência da doença.