Publicidade

Ministro da Saúde indica avanço na busca por medicamento contra a Covid-19 O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na terça-feira (31) que um estudo será publicado em breve numa revista científica mostrando que o remédio cloroquina conseguiu reduzir o tempo médio de permanência de um paciente grave com o novo coronavírus na terapia intensiva. Além da cloroquina, a Organização Mundial de Saúde ainda estuda a aplicação de outros medicamentos no tratamento da Covid-19.

O ministro não apresentou outros dados, como por exemplo se houve também diminuição da letalidade. Mas a redução do tempo de internação pode ajudar o sistema de saúde, por liberar mais leitos para outros pacientes. A cloroquina é um medicamento aprovado para o tratamento de outras enfermidades, como a malária, o lúpus e a artrite.

“Hoje a Secretaria de Ciência e Tecnologia [do Ministério da Saúde], o [secretário] Denizar Viana comunicou que o primeiro trabalho sobre cloroquina compilado dever ser publicado em revista científicas nas proximas 40 horas”, afirmou.

“Basicamente mostra que houve uma redução no tempo médio de permanência no CTI, naqueles pacientes que usaram, independentemente da associação com qual antibiótico. É um primeiro passo e ajuda na conta que a gente tem que fazer de quantos leitos de CTI a gente precisa”, disse Mandetta.

O ministro destacou que não há ainda estudo mostrando que a cloroquina tem efeito profilático, ou seja, de prevenção, para evitar pegar a doença, nem que é efetiva para casos leves. O remédio tem efeitos colaterais e, por isso, deve ser ministrado apenas em casos graves e sob orientação médica.

Antirretrovirais também são alvo de estudos
Além da cloroquina e hidroxicloroquina, outros medicamentos também estão na da mira da OMS para uso contra o coronavírus. Entre os mais promissores estão ritonavir e lopinavir, que formam um dos coquetéis utilizados para controlar o vírus da Aids.

Uma das motivações para os testes seria o fato de que os medicamentos antirretrovirais funcionam como inibidores enzimáticos , o que poderia dificultar a multiplicação do coronavírus no organismo, já que ele depende de algumas enzimas para se reproduzir.