Populares se revoltam contra cobertura

São cada vez mais frequentes as manifestações de populares contra a Rede Globo de Televisão. Na segunda-feira (30), por exemplo, enquanto a repórter de rua tentava entrevistar o Secretário Estadual de Educação, Pedro Fernandes, era possível ouvir gritos de “Globo Lixo”. Constrangidos, os apresentadores de estúdio interromperam a entrevista e seguiram com outra reportagem.

Há acusações de que jornalistas da Globo estariam produzindo matérias para prejudicar o trabalho do governo federal e de outros serviços públicos que vão de encontro à ideologia da emissora. Um vídeo mostra um mesmo homem participando de várias reportagens que denigrem a administração pública. A suspeita é de que o personagem “Robson” seja um figurante de novela.

Outra acusação que tem sido levantada é de que a emissora esteja disseminando a “cultura do medo” em sua cobertura sobre a pandemia do coronavírus. O próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu em uma de suas coletivas de imprensa que as pessoas “desliguem a TV”.

"Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque eles só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal", disse.

Ele pediu uma cobertura mais proativa da imprensa.

"Todo mundo tem que se preparar, inclusive a imprensa. Se não for assim, vai trazer mais estresse à população."

Em outra ocasião, Mandetta pediu: ‘Leia um livro, discuta, escuta uma música, procura conversar, estamos na quaresma, leia um pouco a Bíblia, procure outras possibilidades.”

Na segunda-feira (30) pela manhã, no entanto, a Globo virou assunto nas redes sociais por exibir em um de seus telejornais, imagens de enterros de vítimas do novo coronavírus em São Paulo.

A reportagem, transmitida pelo SP1, trouxe Zelda Mello, ao vivo, diretamente do Globocop, mostrando profissionais do serviço funerário enterrando caixões.

“As imagens que nós vamos mostrar são fortes”, avisou a jornalista. “Em dez minutos que nós estamos aqui, já presenciamos dois em que os coveiros estão com essas roupas especiais. São poucas pessoas participando dos enterros e se despedindo. O que se soma ainda a dor da perda, muitas delas usando máscaras”, continuou.

Nas redes sociais, no entanto, a reportagem não agradou a todos.

“Gente que horror a globo mostrando enterro ao vivo no jornal local. Achei pesado”, disse uma internauta. “Tem crianças assistindo”, falou outro.