De mulher-bomba a missionária Uma paquistanesa que quase se explodiu em nome de Alá, diz que uma jornada espiritual que começou com um sonho a transformou completamente, de uma adolescente jihadista em uma cristã devota, que está fazendo discípulos para Cristo em sua região.

Nascida em 1982, de pais muçulmanos tradicionais em uma nação de maioria islâmica (97%), uma das coisas que Esther (um pseudônimo usado para fins de segurança) sempre quis foi ter o reconhecimento de seu pai. Mas esse sonho nunca se realizava.

Quando Esther se juntou ao grupo extremista ‘Jamaat e-Islami’, no ensino médio, ela disse ao Christian Post que na época acreditava que faria um “bem” ao mundo, por meio de seu trabalho social e educação para aqueles que não podem ir à escola.

Mas à medida que ela se envolvia mais na organização, Esther disse que seus olhos foram abertos para a realidade do que o Jamaat e-Islami estava tentando promover.

“Sempre que estavam ensinando, os mestres diziam que os cristãos e os judeus são nossos inimigos”, lembrou Esther. “Portanto, nos falavam que ‘temos que tornar essa Terra limpa, matando-os ou fazendo com que eles escolham entre pagar altos impostos ou se converterem ao islamismo”.

Embora o Jamaat e-Islami não admita que eles tenham uma afiliação a entidades terroristas, Esther afirmou claramente que o grupo tem laços com o terrorismo.

“Eles apoiam [grupos terroristas] e fazem todo tipo de coisa”, ela afirmou.
Quando Esther foi para casa contar a seus pais que ela havia se oferecido para promover a “jihad”, seus pais ficaram felizes em ouvir a notícia de que sua filha adolescente iria se matar pela glória de Alá.

Esther disse que seus pais lhe lembraram que ‘todo mundo vai morrer um dia e que o modo como ela estaria morrendo é considerado um privilégio’.


Mas cerca de dois dias antes de Esther ir para sua missão suicida, ela teve um sonho, no qual se assentou em um cemitério escuro. O sonho veio depois que ela adormeceu, durante a oração muçulmana matinal.

“Eu não consegui dormir depois daquele sonho. Eu estava pensando em quem seria aquele homem da luz e o porquê Dele me chamar de Esther”, ela contou. “Por que ele disse que era o caminho, a verdade e a vida? Por que ele não me chamou pelo meu nome real?”

Ela contou a uma colega na escola sobre seu sonho no dia seguinte. Tal colega era cristã, mas Esther se recusou a aceitar orações dela. Crescendo no Paquistão, Esther aprendeu que cristãos e judeus são “infiéis” e que ela não deveria se misturar com eles.

No dia seguinte, a colega deu a Esther uma fita cassete e dois livros. Um dos livros continha o Evangelho segundo João e a fita continha uma leitura dos quatro Evangelhos. Esther destruiu os materiais.

No terceiro dia após seu sonho, Esther teve que levar sua mãe ao hospital para exames de rotina e conheceu um homem cristão, chamado John.

Quando John não a cumprimentou com a tradicional saudação muçulmana, ela descobriu que ele era cristão. Ela perguntou por que ele não era muçulmano.

“Ele respondeu com outra pergunta, me questionando se o Islã poderia nos dar a salvação. Eu disse: ‘Sim’. Ele disse: ‘Acho que você não leu seu Alcorão direito”, lembrou Esther. “Ele continuou: ‘Você leu no Alcorão a passagem em que Alá diz algo a Maomé para dizer aos seus seguidores? A passagem diz: Eu não sei o que vai acontecer comigo e o que acontecerá com todos vocês”.

Esther disse que achava que John havia criado sua própria versão do Alcorão para desencaminhá-la. Então ela foi para casa, procurar aquele trecho (“surata”) em seu próprio Alcorão. Mas ao ler o livro, ela constatou que John tinha razão.

“Eu pensei que se o líder não soubesse o que aconteceria com ele, e quanto aos seguidores?”, Disse Esther. “Este foi o ponto em que voltei e comecei a ler a Bíblia com John.”

Quando ela aprendeu sobre a história da rainha Ester no Antigo Testamento, ela pediu a John para interpretar seu sonho com o homem da luz.

“Ele [John] disse que José teve um sonho e esse sonho tem significados”, explicou Esther. “Da mesma forma, Deus me deu o sonho. John explicou: ‘Você não está aqui por causa do meu esforço. Você está aqui por causa do plano de Deus’. Então ele abriu o livro em João 14.6, que diz: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’.
Nesse ponto, Esther não se conteve e rompeu em lágrimas.

Esther disse que ela viveu como uma cristã secretamente por alguns meses até que seus pais exigiram que ela se se casasse com um homem [muçulmano] que eles escolheram. Mas ela se recusou e disse à mãe que queria se casar com um homem cristão.
Os muçulmanos se reuniram para matá-la.

“Todos os dias eu pensava que seria meu último dia, então estaria no céu com o Senhor Jesus”, disse ela.

Esther acabou se casando com John, mas o casal foi forçado a se esconder, porque o pai dela se sentiu tão desonrado, que queria matar o casal.

Depois de dois anos em fuga no Paquistão, o casal e sua filha escaparam para a Malásia, onde conseguiram asilo como refugiados e serviram como missionários, evangelizando muçulmanos e os incentivando a fazer como Esther fez um dia: investigar a verdade em seu próprio Alcorão.

Em 2016, Esther e John receberam a aprovação para se reinstalar nos Estados Unidos, onde receberam seus ‘green cards’.

Nos EUA, o casal serve em uma agência missionária chamada Globe International, para evangelizar não-cristãos que se instalam nos EUA.