Greve fez vítima fatal A greve geral convocada por movimentos esquerdistas na última sexta-feira (14) fez uma vítima fatal. Uma mulher que estava em ônibus a caminho do trabalho e inalou fumaça de uma barricada de pneus queimados na Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, em Minas Gerais, morreu na tarde desta segunda-feira (17). Edi Alves Guimarães, de 53 anos, estava internada no CTI do Hospital Risoleta Neves.

Ela era mãe de oito filhos e passou mal perto de um protesto contra a reforma da Previdência, em frente à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Policiais socorreram a vítima que, a caminho do hospital, teve duas paradas cardiorrespiratórias.

Edi morava em Santa Luzia, na Região Metropolitana, e seguia de ônibus para Belo Horizonte, onde trabalhava. O tenente-coronel Bruno Assunção, que atendeu a ocorrência, disse que o ônibus onde ela estava era o primeiro em frente à manifestação. Por conta da proximidade, ela inalou muita fumaça.

Segundo a direção do Hospital Risoleta Neves, a paciente chegou inconsciente, em estado grave, e foram realizadas medidas de reanimação. Em seguida, Edi foi sedada, entubada e transferida para o CTI.