Publicidade

Riscos de violência doméstica crescem durante quarentena Ficar em casa é a principal recomendação para que as pessoas se mantenham seguras diante da pandemia de coronavírus. Mas as medidas de isolamento social têm preocupado autoridades e organizações com relação à segurança das mulheres.

De acordo com publicação feita pela ONU Mulheres para as Américas e o Caribe em contexto de emergência, o risco de violência contra meninas e mulheres aumenta por causa do crescimento das tensões dentro de casa. Além disso, as vítimas podem encontrar dificuldades para acessar serviços de ajuda ou para fugir de agressões.

A coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher, da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Flavia Nascimento, reforçou que mesmo com o atendimento presencial suspenso, as mulheres podem buscar ajuda pelo atendimento remoto, por e-mail ou Whatsapp.

E os dados do último Dossiê Mulher elaborado pelo Instituto de Segurança Pública do Rio sustentam essas preocupações. Em 2018 foram registrados 71 feminicídios no estado e 288 tentativas de feminicídio, com 62% das mortes ocorridas na residência da vítima e em 56% dos casos o companheiro ou ex-companheiro da vítima foi identificado como o autor.

Durante o período de isolamento, o Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher está atendendo pelo e-mail nudem.defensoriarj@gmail.com ou pelo Whatsapp: (21) 972268267. Já a Casa da Mulher Trabalhadora tem uma ferramenta na Internet com informações completas para ajudar a mulher a reconhecer a violência, seja física, sexual ou psicológica e a pedir ajuda. O endereço é www.camtra.org.br/defenda-se.