Bolsonaro faz pronunciamento alinhado ao pensamento de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça (24) sua posição de relaxar o isolamento imposto pelo coronavírus em vários Estados, alertando que essas medidas podem 'destruir' o país.



"Muitas pessoas concordam comigo. Nosso país não foi projetado para fechar", afirmou à Fox News. Trump disse que, na próxima semana, vai avaliar se as medidas de distanciamento social e quarentena deverão ser suspensas para recuperar a economia.



“Podemos perder um certo número de pessoas devido à gripe. Mas corremos o risco de perder mais pessoas se mergulharmos o país em uma grande recessão ou depressão”, acrescentou.



Os Estados Unidos tem mais de 49 mil casos confirmados de pessoas contaminadas com o coronavírus e 600 mortes em decorrência da Covid-19.



Aqui no Brasil, em pronunciamento à nação na noite de terça-feira (24), o presidente mostrou que está alinhado com Trump.



Bolsonaro disse que é preciso sim continuar seguindo os protocolos de prevenção, mas considerou que o fechamento do comércio e a restrição nos transportes públicos podem se tornar um mal ainda maior que a própria pandemia. Bolsonaro teme pelos desempregos que estas medidas causarão.



“O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos, o sustento da família deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade.”



O chefe do executivo ainda acrescentou:



“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.”



O presidente ainda elogiou o comportamento da imprensa nos últimos dias e parabenizou aos profissionais da saúde.



Durante pouco mais de quatro minutos de pronunciamento, Bolsonaro criticou o que chamou de “um cenário perfeito, potencializado pela mídia, para que uma verdadeira histeria se espalhasse pelo nosso país”, referindo-se às divulgações sobre a situação crítica na Itália. No pronunciamento, ressaltou que o país europeu apresenta um grande número de idosos, além de um clima diferente do Brasil.



Apesar das críticas recebidas vindas principalmente do Senado e da Câmara, o pronunciamento de Bolsonaro foi acordado com o ministério da Saúde.



Caberá agora o ministro Luiz Henrique Mandetta traduzir as orientações do presidente e indicar como a população deve agir. O ministro da Saúde deve falar sobre o tema em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25).