Culto fúnebre reúne mais de 2,5 mil pessoas no Ministério Flordelis

O velório do pastor Anderson do Carmo de Souza, de 42 anos, aconteceu na noite deste domingo (16) na sede do Ministério Flordelis, no bairro Mutondo, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. A viúva, a cantora, pastora e deputada federal Flordelis dos Santos Souza, esteve o tempo todo sentada ao lado do caixão do seu marido. O pastor foi executado com pelo menos 15 tiros, na madrugada deste domingo, na residência do casal, em Pendotiba, Niterói. O pastor deixa 55 filhos - 4 biológicos e 51 adotados.



Durante o velório, Flordelis chegou a passar mal, desmaiou e precisou de atendimento médico. Uma grande fila se formou com pessoas que foram dar o último adeus ao pastor, que também era secretário do PSD, mesmo partido da parlamentar.



A pastora fez uma homenagem ao marido e cantou a música “Deus é Deus”, de Delino Marçal. “Hoje é dia de cultuar o Senhor e vamos cultuar. Se Deus fizer, ele é Deus. Se não fizer, vai continuar sendo Deus. Ele é bom. Meu marido gostava de cantar esse hino”, disse em referência ao louvor.



“Haja o que houver, meu marido lançou o lema: 'sofre eu, mas não sofre a obra'. A obra não vai parar. Nada vai deter a obra. A igreja vai continuar. Sempre tivemos esse combinado. Sempre conversamos sobre tudo. Sempre fazíamos muita coisa juntos. Agora, vou ter que fazer muita coisa sozinha", disse emocionada.



"Essa semana o Ramon teve um sonho. Ele sonhou com a vinda de Jesus. Sonhou que uma foice cortava para sim as coisas boas. Ele não disse se subia. Perguntei para ele o que subia e ele me disse que apenas uma rosa vermelha subia. Então, eu disse: 'Deus vai levar alguém da nossa casa'. Agora está aí, nosso pastor. Se tem uma coisa que ele não iria gostar, é que hoje, domingo, as portas estivessem fechadas. E o combinado era, se um de nós fossemos embora, o outro faria o culto mesmo assim, chorando”, completou.



Muito abalada, a mãe de Anderson chegou amparada e dizia “não me deixa filho. Não me deixa”. A mulher chegou a desmaiar ao se aproximar do caixão.



Segundo a liderança da igreja, mais de 2,5 mil pessoas acompanharam o velório do pastor Anderson.



Execução é a principal linha de investigação da polícia, mas outras hipóteses não foram descartadas pelos policiais.



A Polícia já sabe que antes da ação dos criminosos, um dos cachorros da família foi dopado para não alertar os vizinhos durante a ação dos assassinos. Os agentes já sabem também que pelo menos três homens, encapuzados, participaram do crime.



"Houve uma desavença entre o Anderson e um parente por conta de dinheiro. Essa briga causou um racha e essa é a nossa principal linha de investigação", disse um dos agentes.