Pastores e cantores gospel falam de adaptação à realidade do coronavírus

A pandemia do coronavírus mexe com a rotina de todo mundo e com a de pastores e cantores não é diferente. No sábado (14), por exemplo, o cantor Fernandinho precisou abrir mão da presença do público na gravação do DVD “Santo”, que ocorreu a portas fechadas na casa de espetáculos Km de Vantagens Hall. A orientação das autoridades de saúde para que se evite aglomerações divide opiniões quando o assunto é fé. Mas de uma coisa todos têm certeza: Deus está no controle. Veja como alguns nomes do meio evangélico estão se comportando neste tempo de enfrentamento ao coronavírus.

Sérgio Lopes

Todas as atividades profissionais e que envolvem ajuntamento público estão sendo afetadas. Ainda não tivemos alterações substanciais na agenda, mas estamos preparados e esperando que haja alguma alteração de data, algum adiamento. Mas até agora não aconteceu, mas a gente tá esperando e aguardando isso.

A adaptação a essa nova rotina que, infelizmente tem que acontecer, é pedir já no púlpito que ao final do evento, na hora da venda e autógrafos de CDs, as pessoas evitem o famoso aperto de mão, um abraço. Tiramos as fotos sem problemas, mas sem aquela aproximação mais afetiva que normalmente costuma ser. É assim que a gente está conseguindo superar esse tempo.

Léa Mendonça

Por enquanto o coronavírus não está afetando a minha agenda, mas eu tenho lavado sempre as mãos, de preferência com sabão, usado álcool gel, esfregando bem as mãos. Ainda não usei máscara. Mas se tiver que usar, vou usar. Eu estive nesse final de semana em quatro programações e sempre de olho no noticiário e em oração. O difícil é não abraçar, porque crente gosta de abraço. Nos aeroportos é muita gente de máscara e luva. A gente tem que tomar todos os cuidados necessários. Eu tô tomando.

Lembrem-se do que diz a Bíblia: ‘Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre.’

Pr. Josué Valandro Jr.

Estou aqui na Europa, pregando em várias igrejas, e o que está acontecendo é que muitas pessoas estão realmente assustadas e muitos pastores estão se sentindo pressionados pelo governo, a fim de que não façam reuniões com muitas pessoas. Eu passei por uma situação inédita. Preguei em uma grande igreja aqui em Sintra, no domingo passado, mas preguei só para um grupo de músicos e alguns líderes, os demais nos acompanharam pela internet. A igreja se conectou pela internet para poder participar do culto. Graças a Deus, a frequência na internet superou a frequência que normalmente a igreja tem em seus culto presenciais. Outras igrejas estão fazendo o mesmo. Estão mantendo a agenda comigo, mas também sem pessoas no culto, estão transmitindo pela internet, convocando as pessoas para assistirem a programação pela internet. Porém há igrejas com a programação normal, com culto presencial. Mas a gente chega para comprimentar uma pessoa, e não sabe se estende a mão, ou se fala só oi, se dá um sorriso, porque tá todo mundo meio cabreiro. Qual é a realidade do outro? O outro tá disponível com comprimento ou não? Abraça ou não abraça? Se você não abraça, parece que você não tem carinho. Podem achar que você é estrela. Por exemplo: eu chego em algumas igrejas aqui que as pessoas acompanham o trabalho da Igreja Atitude, me acompanham, mas é a primeira vez que eu estou encontrando com elas. E o meu modo de ser é de abraçar, de comprimentar. Mas aí se eu faço isso, posso estar agredindo uma pessoa que tem medo de coronavírus. Mas se eu também não faço, a pessoa pode achar que eu tô meio estrelinha. Então tá bem complexa a forma de lidar com essa situação aqui, algumas igrejas estão tendo uma baixa arrecadação muito grande, que as pessoas não têm ido no culto, não estão contribuindo, no entanto seus compromissos são grandes. Então a situação é complexa.

Na sede da Igreja Atitude tivemos o culto normalmente. A gente não vai fechar a igreja, porque quem quer ir lá cultuar tem que estar aberto. Então a nossa postura tem sido essa, cuidados, álcool gel disponível, não fazendo o culto nenhum evento de abraço, beijo, pegar na mão, nada disso. Temos médicas de plantão dando orientações. A gente não impediu as pessoas de cultuar a Deus. Acho que a gente não tem esse direito não.

Ana Nóbrega

Eu também estou tomando todos os cuidados no que diz respeito ao novo coronavírus, me cuidando, cuidando da minha casa e também protegendo aos que são mais vulneráveis. Nós, como povo de Deus, temos que dar o exemplo.

Quanto à agenda estou tranquila, lembrando da palavra que diz que: ‘Tudo vai acontecer se Deus quiser’. É assim que a palavra nos diz para orar e declarar. Minha agenda segue normal até que haja uma segunda ordem dos governantes do nosso estado, dos demais estados do Brasil. Sei que Deus está no no controle de tudo.

Enquanto eu atendo todas as recomendações que nos estão sendo passadas, eu cuido da minha casa, coloco tudo em ordem, faço aquilo que posso fazer, sem medo, sem pânico e declarando que o Senhor Jesus está cuidando do Rio de Janeiro, cuidando do Brasil e nós seremos guardados desse tão terrível mal. Deus abençoe você e abençoe a sua casa, em nome de Jesus.

Pr. Pedrão

O coronavírus surpreendeu e pegou muitas pessoas despreparadas, a gente precisa se preparar já. Eu acho que a questão do coronavírus é educacional. Porque talvez isso se torna uma constante, na velocidade que o mundo vai, também na questão da globalização. Afeta na agenda óbvio, então existe a questão presencial dos cultos, cursos, treinamentos, mas a gente tem também o recurso da tecnologia. A gente pode levar a igreja até as pessoas que não podem ir. Tem pessoas que estão desmarcando o casamento, encontros, congressos, que são medidas preventivas. Eu acho que isso é correto. Mas é preciso trazer uma palavra de esperança, de que nem tudo é para sempre. Eles estão tendo um controle perfeito, não é excessivo para evitar o caos. Então porque os hospitais não têm condições de atender a demanda, caso ela seja o esperado, então preventivamente diminuindo a quantidade de pessoas para não gerar problema. A Comunidade Batista do Rio obedeceu às autoridades de imediato, suspendendo o culto, apesar do decreto autorizar ter culto. Mas achei por bem preservar as ovelhas. Cada um na sua casa e foi tudo bem graças a Deus. Tem atrapalhado um pouco, mas também não é vital. As pessoas entendem o momento e bola para frente.

Rose Nascimento 

O vírus no momento tem nos afetado no sentido de incertezas sobre eventos futuros, viagens e tudo mais relacionado.

Porém, temos fé e certeza em Deus de que isso vai passar logo e não seremos tão afetados como os outros países foram.

Sarando a Terra Ferida

Estamos com alguns eventos sendo adiados e outros cancelados. Isso prejudica muito o funcionamento de nossa agenda. Mas continuamos com fé e oração para que este momento seja bem passageiro e que esse vírus não afete a nossa gente como nos outros países . 

Oramos também por aqueles já infectados, que o Senhor tenha misericórdia. Devemos cumprir o que nossos governantes sugerem e precisamos nos cuidar. Vamos orar, povo. Tenhamos fé. Nosso país é de clima quente, parece que o vírus não resiste a uma temperatura de 26 - 27 graus.