Dia da Igreja Perseguida Neste domingo, 16 de junho, mais de 10 mil cristãos se unem em oração por milhares de cristãos perseguidos ao redor do mundo. Este ato foi criado pelo Irmão André, fundador do ministério Portas Abertas e se chama Domingo da Igreja Perseguida (DIP).

Pesquisas revelam que mais de 245 milhões de cristãos no mundo enfrentem algum tipo de perseguição. Em alguns países, a caça aos cristãos já alcança níveis de genocídio. Entretanto, o DIP desse ano será direcionado a um grupo específico, que são os evangélicos norte-coreanos.

A Coreia do Norte é a primeira da lista mundial de perseguição desde o ano de 2002.

O DIP acontece no Brasil desde 1988 e tem como principal objetivo prestar apoio aos crentes que sofrem perseguições através de contribuições e campanhas de oração para que eles possam ser fortalecidos em meio às lutas que passam. Além disso, o DIP também visa uma conscientização maior das igrejas no Brasil acerca do problema.

“Fiel até a morte” é o tema desse ano, que faz uma alusão à realidade enfrentada por mais de 300 mil cristãos norte-coreanos. De acordo com o Portas Abertas, mais de 50 mil pessoas estão presas atualmente em campos de trabalho forçado por não terem aceitado abrir mão do evangelho de Jesus.

O Portas Abertas tem apoiado as igrejas ocultas na Coreia do Norte e pretende realizar uma comunicação entre os cristãos de lá e a igreja brasileira, gerando uma maior motivação para que haja um posicionamento maior a favor deles.

Em 2014, Yeonmi Park, uma norte-coreana que conseguiu escapar do país asiático quando apenas tinha apenas 13 anos, contou sua história e a de muitos compatriotas que ainda seguem sofrendo as atrocidades do líder supremo, Kim Jong-Un. A apresentação da jovem foi um marco da cúpula do fórum global One Young World em Dublin.

A norte-coreana, nascida na cidade de Hyesan em 1993, atualmente mora em Nova York e trabalha na organização Liberdade na Coreia do Norte (LiNK, em inglês), que atua no resgate de norte-coreanos refugiados na China. Segundo a jovem, a Coreia do Norte é um país "inimaginável". Na época em que morava lá, só existia um canal de TV e não havia internet.

A jovem afirma que "foi raptada desde que nasceu", em referência à privação de liberdades sob que viveu até deixar seu país de origem. Diz que seus compatriotas buscam desesperadamente a liberdade, e até morrem por ela.

“Temos que jogar luz sobre o lugar mais obscuro do mundo. São nossos direitos humanos, que os ditadores norte-coreanos violaram por sete décadas. Nenhum humano merece ser oprimido por causa do seu lugar de nascimento. Precisamos focar no regime e mais ainda nas pessoas que estão sendo esquecidas”, disse Yeonmi Park.