Trump proíbe viagens da Europa para os EUA e Bolsa reage O presidente norte-americano, Donald Trump, em pronunciamento na noite de quarta-feira (11), anunciou a suspensão de todas as viagens da Europa para os Estados Unidos durante 30 dias como forma de “proteger os americanos” do coronavírus.

A suspensão passará a valer a partir de sexta-feira (13) à meia-noite, mas não terá validade para o Reino Unido, que continuará tendo voos para os Estados Unidos. As restrições também não têm validade para quem tem residência permanente em território norte-americano.

“Estamos respondendo com grande rapidez e profissionalismo [à ameaça do coronavírus]”, disse Trump.

O presidente destacou que tomou a decisão após consultar autoridades na área de saúde. Ele disse que essas medidas, “fortes, mas necessárias” foram tomadas para proteger a “saúde e o bem-estar de todos os americanos”. 
Trump  considerou que as medidas vão reduzir a ameaça que o coronavírus representa aos norte-americanos de “forma significativa”.

Ele comparou a decisão de suspender os voos da Europa à restrição que os Estados Unidos fizeram de voos vindos da China e do Irã quando a crise do coronavírus começou. Trump criticou a forma como a Europa agiu e disse que o continente deveria ter tomado medidas similares e, com isso, evitado o crescimento do coronavírus no mundo.
Durante o pronunciamento, de mais de nove minutos, Donald Trump também disse que a crise do coronavírus não é financeira e que vai tomar ações de emergência para ajudar os norte-americanos diagnosticados com o vírus, que estejam em quarentena ou que precisem ficar afastados para cuidar de pessoas infectadas.

O presidente também pediu que o Congresso norte-americano aprove reduções fiscais com o intuito de ajudar a combater eventuais perdas econômicas que tenham sido causadas pelo vírus.

Reação da Bolsa

O anúncio de Trump motivou uma venda acelerada de ações na Bolsa de Valores de Tóquio. Nessa quinta-feira de manhã, o índice Nikkei abriu o pregão cerca de 2% mais baixo. Em seguida, houve uma inundação de ordens de venda. Muitos investidores também acreditam que o presidente americano não conseguiu estabelecer com clareza medidas de estímulo para deter o impacto do surto do coronavírus.

O Nikkei caiu mais de 1.000 pontos em relação ao encerramento do dia anterior, antes de fechar a sessão matinal em 18.412 pontos, com recuo de 1.003 pontos.

Já a moeda japonesa subiu ao patamar de 103 ienes em relação ao dólar.

Dow Jones
Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones despencou acentuadamente nessa quarta-feira. Uma agitada ordem de vendas surgiu logo após a Organização Mundial da Saúde ter declarado o novo coronavírus como pandemia global.

O Dow Jones fechou o dia em 23.553 pontos, ou seja, com 1.464 pontos a menos do que no dia anterior, o que representa baixa de 5,8%. Esta foi a segunda maior queda em um único dia depois das perdas registradas na segunda-feira (9).

Em determinado momento, o índice teve uma queda súbita de aproximadamente 1.700 pontos em meio à declaração de pandemia.

*Agência Brasil