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Justiça do Paraguai nega pedido de prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho O Mistério Público do Paraguai rejeitou nesta terça-feira (10) o pedido de acordo de Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Assis, de transferência para prisão domiciliar. Logo depois, o juiz Gustavo Amarilla também negou o recurso da defesa do ex-jogador. Ronaldinho e Assis estão há quatro dias em um presídio de segurança máxima de Assunção após serem detidos por entrar no país com passaportes fraudulentos (original, mas com conteúdo falso).

Segundo o promotor Marcelo Pecci, os advogados de Ronaldinho Gaúcho chegaram a oferecer como garantia o imóvel que serviria como prisão domiciliar, no valor de US$ 770 mil dólares (cerca de R$ 4 milhões). "Ronaldinho ganhou muito mais que isso em sua carreira", justificou.

Os dois irmãos chegaram ao Paraguai na última quarta-feira. No mesmo dia, a polícia foi ao hotel onde eles estavam hospedados e apreendeu os passaportes.

Após o Ministério Público entender que não era necessário abrir processo contra os dois irmãos, o caso sofreu uma reviravolta quando a Justiça viu risco de fuga e determinou que eles precisavam permanecer presos durante a investigação - o inquérito pode durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias. A dupla, inclusive, foi levada algemada a um tribunal no sábado (08).

A defesa de Ronaldinho e Assis considera a prisão "ilícita, ilegal e abusiva". Os advogados alegam que o ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado.

A Justiça também expediu mandado de prisão contra a empresária paraguaia Dalia López, que negociou a viagem dos irmãos a Assunção. Ela está foragida. Ronaldinho viajou para o Paraguai para visitar uma entidade destinada à assistência a crianças em situação de vulnerabilidade, além de participar da abertura de cassino.

A prisão de Ronaldinho Gaúcho e do irmão faz parte de investigação que apura possível esquema de falsificação de documentos. O grupo envolveria funcionários públicos e pessoas do setor privado.