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Preto no Branco esperava maior polêmica em clipe com drag queen lendo a Bíblia

Após lançar o clipe da música “Meu lugar é amor”, a banda Preto no Branco esperava uma reação mais exaltada dos evangélicos. "A gente achou que ia apanhar muito mais, mas até que não”, disse Alex Passos, fundador e produtor do projeto.

O novo vídeo da banda, dirigido por ele, traz cenas com membros da comunidade LGBT. Também mostra uma drag queen se maquiando, enquanto lê a Bíblia.

A banda formada pelo vocalista Clovis Pinho e o baterista Jean Michel defende que é preciso levar o Evangelho a todos os lugares. Este ano, o Preto no Branco até cantou no trio elétrico de Cláudia Leitte no Carnaval de Salvador e também se apresentou em programas de TV como o É de Casa, da Globo .

Em entrevista ao G1, Alex defendeu que a temática do vídeo não é LGBT, mas amor. Ele lembra que existem muitos trabalhos em igrejas de muito amor e acolhimento.

No material de divulgação do clipe, Alex diz que "poderia escolher um viciado em drogas para falar sobre preconceito, violência, discriminação. Mas optou por uma pessoa de orientação LGBT que passa pelos mesmos problemas".

Para ele, as pessoas querem ver a transformação imediata e são mais resistentes ao ver uma drag queen quebrantada diante de Deus, do que diante de um viciado que se rende a Cristo.

Favorável mais ao título de banda protestante, Alex fala que a direção do trabalho do Preto no Branco vem de Deus e não é algo que vem de suas cabeças.