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Drauzio Varella se defende após verdade sobre personagem trans vir à tona Quase uma semana depois de parte dos brasileiros se comoverem com a cena do doutor Dráuzio Varella abraçando um transexual preso, durante reportagem no Fantástico sobre divisão de celas entre trans e homens, veio à tona a verdadeira história de vida do trans que reclamou de solidão. Ele, que prefere ser chamado de ela, não recebe visitas na prisão há 8 anos provavelmente porque foi condenado a 36 anos de prisão por ter matado um menino de 9 anos.
Suzy, cujo nome de batismo é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, estuprou e estrangulou um garoto de 9 anos. O corpo da criança permaneceu escondido por dois dias. Ele está preso desde 2010.

Consta na sentença condenatória que Rafael, quando cometeu o crime, “matou o ofendido mediante meio cruel, consistente em asfixia, e se valendo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista tratar-se de criança, com mínima capacidade de resistência.”

A soma das penas, segundo a sentença, atingiu 36 anos e 8 meses de reclusão.

Após se comoverem com a solidão de Rafael exposta por Drauzio Varella, o preso recebeu mais de 200 cartas, presentes, livros, chocolates e até uma vaquinha virtual foi feita para arrecadar dinheiro para o assassino – cujo valor já ultrapassava R$ 8 mil neste domingo (8).

“Os crimes das entrevistadas não foram citados porque este não era o objetivo da reportagem”, disse o apresentador Tadeu Schmidt na edição deste domingo (08) do Fantástico.

Diante da revolta de telespectadores com o fato de colocar as presas trans como vítimas, sem citar suas atrocidades, Drauzio Varella se defendeu dizendo que é médico e não juiz.