Pastor se explica sobre unção contra o coronavírus O pastor Sílvio Ribeiro, da Igreja Catedral Global do Espírito Santo, se defendeu da acusação de charlatanismo após realizar um culto que teria prometido imunizar fiéis contra o coronavírus, em Porto Alegre. O religioso, que nas redes sociais se autodeclara profeta, concedeu entrevista coletiva na própria igreja, na tarde de terça-feira (03) e disse que jamais teve a intenção de causar polêmica.

"Se soubesse que a declaração causaria polêmica ou pânico, ou agrediria aos médicos, jamais teria falado. Somente falei em defesa da minha fé, da palavra de Deus", disse Sílvio Ribeiro.

A Polícia Civil abriu inquérito na segunda-feira (02) para investigar a possibilidade de charlatanismo na divulgação do culto. Segundo a delegada Laura Lopes, responsável pela investigação, membros da igreja prestaram depoimento nesta quarta (04), incluindo o pastor.

Acompanhado do advogado da igreja, o pastor disse que não falaria sobre a investigação. Ele afirmou ainda que não fez publicidade para enganar leigos.

"Em todo momento preguei a palavra. Tanto que toda polêmica já estava instalada e mesmo assim fiz a unção com óleo porque tenho que ser fiel a palavra do Deus vivo. Nenhum momento promete que cura o coronavírus. Nenhum momento diz que vou vender o óleo".

No panfleto de divulgação do culto, que aconteceu no domingo (1º), a igreja anunciava: "O poder de Jesus contra o coronavírus: venha porque haverá unção com óleo consagrado no jejum para imunizar contra qualquer epidemia, vírus ou doença".

Durante o culto, disponível na internet, o pastor diz: “ninguém que é lavado, remido, redimido, perdoado, justificado, inspirado, ungido, lavado, salvado pelo sangue de Jesus, vai morrer". Talvez ele tenha se esquecido de dizer que não vai morrer espiritualmente.

A igreja já está divulgando um congresso para abril com um nome um tanto curioso: "Transferência de Unção".

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