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Ciro Gomes faz ameaças a Bolsonaro e Moro após fim da greve dos policiais do Ceará O ex-deputado e ex-governador do Ceará Ciro Gomes ameaçou o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Sergio Moro, após o fim da paralisação dos policiais militares no Ceará neste domingo (01). Ciro disse aos dois que “no Ceará está seu pior pesadelo”.

Na noite de domingo, Moro havia celebrado o fim do motim dos PMs do estado, ressaltando a atuação do governo federal no estado. "Recebo com satisfação a notícia sobre o fim da greve dos policiais no Ceará. O Governo Federal esteve presente, desde o início, e fez tudo o que era possível dentro dos limites legais e do respeito à autonomia do Estado. Prevaleceu o bom senso, sem radicalismos. Parabéns a todos", escreveu o ministro.

Em resposta à publicação do ministro, Ciro Gomes, que é do Ceará e foi derrotado nas eleições presidenciais em 2018, atacou: "Aprende, Bolsonaro e seu capanga Moro: no Ceará está o seu pior pesadelo! Generais, aqui manda a Lei!"

Bolsonaro também usou as redes para defender seu ministro. " Não somos psiquiatras! Parabenizo o Ministro Moro e envolvidos!", escreveu Bolsonaro.

Durante o motim dos PMs, o irmão de Ciro, o senador Cid Gomes, tentou invadir um quartel da Polícia Militar ocupado pelos policiais usando uma retroescavadeira. Ele levou dois tiros e teve que ser levado a um hospital.

Nesta segunda-feira, pela manhã, Moro voltou a enaltecer a ação do governo federal na crise de segurança no Ceará: "A crise no Ceará só foi resolvida pela ação do Governo Federal, Forças Armadas e Força Nacional que protegeram a população e garantiram a segurança. Explorar politicamente o episódio, ofender policiais ou atacá-los fisicamente só atrapalharam. Apesar dos Gomes,a crise foi resolvida", escreveu, acrescentando: "Aliás, em janeiro de 2019, o Governo Federal, desta vez pela Força Nacional, força de intervenção penitenciária, PF e PRF, já havia atuado no Estado do Ceará para, junto com as forças locais, debelar os atentados dos grupos criminosos organizados. O Governo Federal não falta ao Ceará".