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Damares Alves diz que é a hora de a igreja ocupar a nação A ministra Damares Alves concedeu entrevista à DW – Deutsche Welle – empresa pública de radiodifusão da Alemanha, na quinta-feira (27), no escritório da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, onde participou da sessão de alto nível da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

A titular do ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos defendeu o papel social das igrejas evangélicas no Brasil.

"A igreja pode colaborar com a transformação da nação. Temos falta de casas de abrigo para mulheres vítimas de violência. Por que essas igrejas não fazem uma parceria conosco, cedendo o seu espaço físico para abrigar essas mulheres?", questionou, ao também sugerir que as igrejas podem colaborar para a interiorização dos venezuelanos que buscam refúgio no Brasil. "Se cada igreja trouxesse um venezuelano e cuidasse, nós resolveríamos o problema da fronteira", disse a ministra citando que a Assembleia de Deus tem 40 mil templos.

Perguntada sobre se o papel dela como ministra num Estado laico, em algum momento, já a fez entrar em conflito com a sua fé, Damares foi enfática.

“Em momento nenhum. Quem está ali é uma gestora ativista de direitos humanos que chegou a ser ministra por causa da sua história na defesa dos direitos humanos no Brasil. Não tem nenhum ato meu como ministra que tenha algum ingrediente religioso. Mas a minha fé me impulsiona a ser uma ministra cada vez melhor. Eu aprendi com a minha fé a amar o próximo como a si mesmo, dar a vida pelo próximo. E é o que eu tenho feito todos os dias”, disse Damares que também é pastora e advogada.

Damares explicou ainda sobre as ações que o governo Bolsonaro tem desenvolvido entre indígenas e proteção a LGBTs e também destacou a preocupação com o número de pessoas desaparecidas no Brasil.

“Quantas pessoas desaparecem por ano no Brasil? Nós vamos fazer campanhas para que crianças não desapareçam. O regime militar é uma coisa do passado e nós temos uma lei de anistia no Brasil. A palavra anistia é muito clara: é esquecimento. É não cometer os mesmos erros do passado”, comentou.