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Novo coronavírus esvazia igrejas de Milão

A cosmopolita cidade de Milão, na Itália, está irreconhecível. Ruas praticamente vazias e museus, igrejas e bares fechados como medida de prevenção ao surto epidêmico do novo coronavírus.



O medo instalou-se e os turistas fugiram da cidade. Foram canceladas mais de 40% das reservas nos hotéis.



O movimento nos restaurantes desabou. Ainda na Europa, em Portugal não há registro de qualquer caso de infecção pelo novo covid-19.



Subiu para 650 o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) na Itália, segundo balanço divulgado às 18h (horário local) desta quinta-feira (27) pela Defesa Civil. O país também contabiliza mais três mortes, todas de pacientes com mais de 80 anos, elevando para 17 a quantidade de vítimas italianas da doença.



Os contágios se concentram nas regiões da Lombardia (403 casos), do Vêneto (111) e da Emilia-Romagna (97), todas no norte do país. Em seguida aparecem Ligúria (19), Sicília (quatro) Lazio (três), Campânia (três), Marcas (três), Toscana (dois), Piemonte (dois), Trentino-Alto Ádige (um), Abruzzo (um) e Puglia (um). 248 pacientes estão internados, sendo 56 em terapia intensiva, e 284 pessoas estão em isolamento domiciliar.



Como forma de coibir um avanço ainda maior do coronavírus, Câmara dos Deputados do país aprovou na noite de quarta (26) um decreto com medidas como a suspensão de eventos esportivos na Lombardia, no Vêneto, na Ligúria, no Piemonte, na Emilia-Romagna e em Friuli Veneza Giulia.



O texto, que ainda precisa ser ratificado pelo Senado, embora já esteja em vigor, também suspende excursões escolares em toda a Itália até 15 de março e fecha atrações culturais no próximo domingo (1º). O decreto ainda destina 20 milhões de euros para ações emergenciais.