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Irã obriga cristãos a declarar religião

Os cristãos convertidos do Islã não têm mais a opção de manter sua fé em segredo no Irã depois que a República Islâmica removeu a opção “outras religiões” do novo formulário de inscrição para a carteira de identidade nacional.

O National Census Bureau restringiu as opções disponíveis aos novos candidatos apenas para as quatro religiões reconhecidas sob a constituição iraniana: cristianismo, judaísmo, islamismo e zoroastrismo.

A nova regra do governo iraniano sobre pedidos de carteiras de identidade está alinhada com sua estratégia de perseguir os convertidos cristãos do Islã e pressioná-los a emigrar de volta ao islamismo.

Isso significa que os muçulmanos convertidos ao cristianismo, que podem preferir não tornar pública sua fé, a fim de evitar hostilidade ou perseguição por parte da família, empregadores ou autoridades, agora precisam revelar que são cristãos ou mentir sobre sua fé, e marcar a caixa que diz muçulmano.

A religião do titular não é mostrada no cartão, mas as informações fornecidas no formulário de inscrição são facilmente acessadas pela rede de computadores do estado.



Perseguição

Muitas vezes, os cristãos presos só podem ser libertados depois de pagar uma fiança elevada. Isso geralmente envolve grandes quantias de dinheiro, que podem chegar a 200 mil dólares, forçando os cristãos ou suas famílias a entregar títulos de casas e, às vezes, negócios. As pessoas liberadas sob fiança nem sempre sabem quanto tempo a propriedade será mantida. Essa incerteza pode silenciá-los devido ao medo de perder suas propriedades.

O regime iraniano coloca pressão, às vezes com ameaças, em cristãos que foram presos por participar de igrejas domésticas ou atividades evangelísticas; eles são “convidados” a deixar o país e, portanto, perder a fiança.

Em um esforço para impedir a influência ocidental, o governo limitou a velocidade da internet e proibiu a posse de antenas parabólicas. Sites cristãos sobre evangelização foram bloqueados.

De acordo com Atos 2, os iranianos (partos, medos e elamitas) estavam entre os primeiros seguidores de Jesus Cristo. Tumbas de 60 cristãos datadas do século 3 foram encontradas na ilha de Kharg, perto da costa do Irã, indicando uma forte presença cristã naquele período.