Mangueira banaliza crucificação de Cristo

A Estação Primeira de Mangueira transformou seu Carnaval em um protesto anti-Bolsonaro e para isso usou o Filho de Deus, contando com apoio de religiosos, entre eles o pastor Henrique Vieira.



A escola prometeu levar para a Avenida um Jesus que ama a todos, sem discriminação, mas logo no início sua torcida mostrou intolerância ao gritar palavras de baixo calão contra a maior autoridade do país.



Já na comissão de frente, a escola dava sinais de que desvirtuaria a imagem de Cristo em favor de um discurso marxista. Ela apresentou um Jesus cercado de amigos favelados sendo açoitado por policiais.



Diversas alas mostraram Jesus representado por minorias como negros, gays e indígenas.



A rainha da bateria, Evelyn Bastos, representou Jesus com direito à maquiagem de ferimentos pelo corpo e coroa de espinhos fake. Vários integrantes também usaram de forma banal esta coroa, inclusive o puxador do samba.



Evelyn questionou em seu Instagram:



“E se Jesus fosse mulher? Seu coração aceita? Seus olhos enxergam? Seu amor te limita?”.



Na ala das baianas, “mães de santo crucificadas” deram o tom crítico aos cristãos que tentam anunciar o verdadeiro Cristo aos seguidores de religiões afro-brasileiras.



A cantora Alcione, anti-Bolsonaro declarada, apareceu no papel de Maria, ao lado de um José, também negro.



Pela escola, desfilaram os escribas, centuriões romanos, sempre com referência a autoridades de hoje.



Na ala “Bandido Bom É Bandido Morto”, um boneco gigante de um jovem negro apareceu crucificado, uma referência a quem mais é assassinado por policiais segundo as estatísticas: negros, pobres e com menos de 30 anos de idade, número que não leva em consideração a condição de idoneidade ou não.



Líderes de mais de 20 religiões, entre católicos, protestantes, espíritas, do candomblé, judeus e budistas, participaram do desfile.



A Mangueira colocou todos na condição de Cristo, mas esqueceu de mostrar o real propósito da crucificação do filho de Deus: a salvação da humanidade. Banalizou a crucificação de um Jesus que se fez humano, mas que é eterno.