Policiais militares interditam 11 pontos clandestinos de extração de água em São Gonçalo Policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) interditaram nesta terça-feira (18/02) 11 pontos de captação ilegal de água e furto de energia elétrica na comunidade do Brejal, próxima ao bairro Bom Retiro, no município da região metropolitana do Rio de Janeiro.

A suspeita é de que empresas clandestinas extraiam a água de poços artesianos e a armazenavam em reservadores de grande porte para abastecer carros-pipa. A operação, ainda de acordo com as primeiras informações, vinha sendo feita sob proteção de criminosos locais mediante pagamento de cerca R$ 30 mil mensais.

Com apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária da PM (BPRV), que fez o cerco do local, do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), os policiais do 7º BPM realizaram a operação em conjunto com técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que constataram a irregularidade da atividade.

Retirada sem autorização de órgãos oficiais e sem tratamento ou análise de qualidade, a água é imprópria para o consumo humano, mas pode ser usada em atividade industriais ou na construção civil.

A suposta atividade clandestina foi descoberta a partir da observação de policiais militares em operações frequentes no Brejal para reprimir tráfico de drogas e roubos de veículos.

“A instalação das caixas d'água gigantes na comunidade chamou a atenção dos policiais. A informação foi passada para a nossa área de inteligência, que fez o levantamento e constatou o sistema de operação dos criminosos”, explicou o Comandante do 7º BPM, Tenente-Coronel Gilmar Tramontini da Silva.

O comandante lembrou que, além de ilegal, a atividade clandestina promovida pela quadrilha vinha prejudicando os moradores que utilizam água de poço. A extração excessiva de água afeta o lençol freático da região.

No final da operação, um caminhão-pipa foi apreendido e quatro pessoas foram conduzidas à 74ª DP (Alcântara). Além disso, os técnicos da SEAS e do Inea emitiram documentos constatando a atividade irregular. O depoimento dos envolvidos e os documentos farão parte do inquérito instaurado pela 74ª DP (Alcântara). No decorrer da apuração, ficará melhor esclarecido o funcionamento da possível rede criminosa.