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China é acusada de perseguir minoria religiosa Documentos divulgados nesta segunda-feira (17) mostram que o governo da China deteve muçulmanos da etnia uigur por motivos religiosos. Famílias inteiras de detidos desse grupo também eram perseguidas por autoridades chinesas, segundo mostraram os papéis.

Os uigures são uma etnia de maioria muçulmana que vive no oeste da China. O governo chinês justifica que as prisões são necessárias para o "combate ao extremismo religioso".

Segundo a emissora norte-americana CNN, que obteve acesso aos documentos do governo chinês, alguns dos motivos para as detenções de uigures na cidade de Karakax foram os seguintes: prática ilegal de orações, uso de local não autorizado para orações, vestir um véu no rosto, ter uma longa barba, ter uma esposa que veste véu no rosto, "possível radicalização" por ter familiares com tradições religiosas, peregrinação não autorizada.

Pela ditadura comunista chinesa, outro motivo para ser detido é “ter mais filhos do que a lei permite”.

Outro motivo, segundo a emissora britânica BBC, foram acessos a internet considerados suspeitos por Pequim. Um homem de 28 anos alega que foi detido por ter clicado em um link na rede que o levou a uma página estrangeira — algo ilegal na China.

O país é conhecido por reprimir toda e qualquer religião que não siga suas doutrinas, inclusive o cristianismo. Em 2019, a China foi um dos países de destaque para o aumento da perseguição na Lista Mundial da Perseguição. O aumento foi de 8 pontos, o que fez o país subir 16 posições, passando do 43º para o 27º lugar, segundo a organização Portas Abertas.