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Papa não recebe vítimas de violência sexual, mas tem encontro com acusado de corrupção Um grupo de surdos-mudos da Argentina, acompanhados por surdos-mudos da Itália, que também foram vítimas de abuso sexual por religiosos na infância, solicitou hoje (13) uma audiência com o Papa Francisco, a quem acusam de ter encoberto seus casos.

As vítimas querem apresentar um relatório sobre o caso em que acusam o Vaticano e o papa de encobrimento. O relatório será entregue também à comissão dos direitos humanos da ONU, na Suíça.

Em novembro, dois padres foram condenados na Argentina a mais de 40 anos de prisão por abuso sexual e estupro de crianças surdas em um internato em Mendoza.

"A Santa Sé, incluindo o papa Francisco, poderia ter agido para impedir a violência sexual e física generalizada contra crianças surdas cometida por padres, freiras e pessoal administrativo do Instituto Antonio Próvolo, instituição educacional e religiosa para surdos da província (argentina) de Mendoza", afirma uma declaração da organização internacional ECA ("Ending Clergy Abuse", ou "Interrompendo Abusos do Clero", em tradução livre).

Se Francisco não acolheu aos surdos-mudos vítimas de violência sexual, para o ex-presidente Lula acusado de corrupção sobrou atenção.

Lula espera em liberdade o julgamento de todos os recursos do processo em que foi condenado em segunda instância pelo caso do tríplex no Guarujá. A Justiça adiou o interrogatório, ligado à Operação Zelotes, para dia 19 de fevereiro, em função da viagem ao Vaticano.