Arqueólogos podem parar na prisão por falsificar evidências da crucificação de Jesus Três pesquisadores estão sendo acusados de forjar documentos e artefatos históricos , que supostamente atestariam a crucificação de Jesus Cristo. Os réus enfrentarão um tribunal criminal em Vitoria-Gasteiz, capital do País Basco, comunidade independente da Espanha.

Os estudiosos, que incluem o arqueólogo Eliseo Gil, o geólogo Óscar Escribano e o analista de materiais Rubén Cerdán, falsificaram textos, imagens em cerâmica, tijolos e vidros. Nelas, os cientistas alegaram que estaria a mais antiga representação da crucificação de Jesus. No entanto, colegas de profissão começaram a desconfiar da descoberta.

Em 2008, a comissão científica do País Basco emitiu um comunicado alegando que “476 dos artefatos foram manipulados ou falsificados”, desde então uma longa investigação está em andamento para determinar a veracidade histórica dos objetos.

Um dos fatores determinantes para a comunidade arqueológica atestar a falsidade do achado são os grafites, presentes em alguns dos artefatos encontrados no assentamento romano. Eles apresentam o nome da rainha egípcia Nefertiti, algo impossível para a época, pois sua tumba só foi encontrada no século 20. Além disso, a escrita nas rochas contém vírgulas e regras de gramáticas — como as variações de letra maiúscula e minúscula —, que só foram inventadas anos mais tarde, em meados do século 18. 

Se condenados, os arqueólogos podem pegar cerca de cinco anos de prisão, enquanto o analista de materiais poderá cumprir até dois anos e meio de sentença. Eles serão acusados de fraude, danos patrimoniais e falsidade de documento. Em entrevista coletiva, Eliseo Gil insistiu em sua inocência, afirmando que “não há evidências científicas de que os artefatos sejam falsos".