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Músico pode pegar até 70 anos de prisão por incendiar igrejas Holden Matthews, de 22 anos, pode ser condenado a uma pena de 10 a 70 anos por ter colocado fogo em três igrejas afro-americanas no Estado americano de Louisiana. Segundo a promotoria, ele se declarou culpado e afirmou que o incêndio foi para "melhorar seu perfil" como músico de "black metal". Seu julgamento está marcado para o dia 22 de maio

As três igrejas que Matthews admitiu incendiar tinham predominantemente congregações afro-americanas. Mas promotores federais não especificaram se havia uma motivação racial para a ação, mas crimes de ódio estavam entre as acusações pelas quais ele se declarou culpado.

Matthews, que é filho de um xerife da região, incendiou essas igrejas "pelo caráter religioso desses prédios", disseram os investigadores.

"Sua conduta vergonhosa violou os direitos civis dos fieis e prejudicou as comunidades", disse o assistente do procurador-geral Eric Dreiband.

As três igrejas batistas que ele atacou foram a de Saint Mary Baptist em Port Barre (no dia 26 de março), a Greater Union Baptist, em Opelousas (no dia 2 de abril), e a Mount Pleasant, também em Opelousas (no dia 4 de abril).

As igrejas foram destruídas, mas ninguém ficou ferido, já que os ataques ocorreram durante a noite.

Na audiência de segunda-feira (10), Matthews disse que atacou os templos para "tentar imitar" as queimas de igrejas realizadas por fãs de black metal na Noruega na década de 1990.

Nos anos 90, pelo menos 50 igrejas cristãs na Noruega foram atacadas por incendiários em nome do black metal, um subgênero da música heavy metal.

Matthews admitiu ter postado fotos e vídeos das igrejas incendiadas no Facebook "em um esforço para se promover na comunidade de black metal".

A prisão dele ocorreu mais de duas semanas após o primeiro incêndio.

O site de notícias Daily Beast relatou que Matthews comentou em postagens de redes sociais sobre Vikernes, um conhecido neonazista preso em 1994.

A música black metal geralmente contém referências ao satanismo e crenças pagãs. Alguns extremistas dentro do gênero, como Vikernes, também são defensores do nacionalismo branco.