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Comando de Polícia Ambiental inicia mapeamento da bacia hidrográfica do Rio Guandu O Comando de Polícia Ambiental  (CPAm) da Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou, neste fim de semana, um levantamento minucioso de afluentes e efluentes que deságuam na bacia hidrográfica do Rio Guandu, fonte primária de abastecimento da capital do estado e dos municípios da Baixada Fluminense.

O trabalho consiste no mapeamento fotográfico e georreferenciado de 35 quilômetros do rio, entre a estação de captação da Cedae e represa da hidrelétrica de Paracambi. Com apoio de uma equipe do Grupamento Aeromóvel (GAM) da Polícia Militar, os policiais militares do CPAm sobem o rio em duas embarcações, uma em cada margem, para identificar e fotografar todos os pontos de despejo de água na bacia.

Farão parte do levantamento todos os pontos de despejo que chegam à bacia hidrográfica - rios e canais naturais (afluentes) e tubulações ou valas clandestinas (efluentes). Até o final desta semana, o levantamento estará concluído e será compartilhado com a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

“Após esse trabalho, os técnicos dos dois órgãos ambientais estaduais terão condições de colher amostras de água de todos esses pontos. As amostras indicarão a carga de poluentes e o tipo de substância tóxica despejada na bacia, além de ajudar a identificar a origem da fonte poluidora”, explica o Comandante do CPAm, Coronel Rodrigo Sanglard.

Ocupando uma área de 3.600 quilômetros quadrados, a  bacia hidrográfica do Rio Guandu é formada pelos rios Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim e abrange uma área de 15 municípios: Seropédica, Itaguaí, Paracambi, Japeri, Queimados, Miguel Pereira, Vassouras, Piraí, Rio Claro, Engenheiro Paulo de Frontin, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Mendes, Mangaratiba e Barra do Piraí.