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Três dirigentes do Flamengo não comparecem à CPI do incêndio Três dirigentes do Flamengo não compareceram à primeira reunião da CPI dos Incêndios da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que nesta sexta-feira (7) apura o incêndio que matou 10 atletas da base do Flamengo no Ninho do Urubu, Zona Oeste, no dia 8 de fevereiro do ano passado.

A comissão pediu a expedição de mandados de condução coercitiva para três representantes do clube: presidente, Rodolfo Landim, o vice jurídico, Rodrigo Dunshee, e o ex-vice de patrimônio Alexandre Wrobel.

A condução coercitiva será realizada pela Polícia Civil na próxima sexta-feira (14), segundo o deputado Alexandre Knoploch (PSL), que preside a Comissão.

Pela manhã, o pai do garoto Pablo, uma das vítimas do incêndio, se emocionou e reclamou da falta de apoio do clube a ele e outros parentes.

“No dia do incêndio, eu não tive um contato do Flamengo perguntando por mim, um telefonema para pelo menos tentar explicar o inexplicável. Eu não tive acompanhamento psicológico, eu não tive nada disso do Flamengo, nada”, disse Wedson Cândido de Matos.


A advogada da família de Pablo, Mariju Maciel, também se emocionou durante sua fala na CPI, e garantiu que os advogados não são entrave à negociação de acordos com o clube.

"O que o Flamengo diz é que a justiça é lenta. Eu, pela primeira vez, estou me sentindo acolhida, e acho que eles também. Acho que o que eles queriam era: 'desculpa por ter entregado um caixão', quando eles te entregaram o bem mais precioso. Ninguém está aqui falando em dinheiro”, afirmou Mariju.

A CPI, presidida pelo deputado Alexandre Knoploch (PSL), investiga desde novembro incêndios que ocorreram no Rio, como o do Museu Nacional, em setembro de 2018; do Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, que deixou 23 pessoas mortas, sendo a maioria idosos; e da whiskeria Quatro por Quatro, no Centro do Rio, em outubro.