Argentino em cruzeiro é o primeiro latino-americano contaminado pelo coronavírus Um dos 61 contaminados pelo novo coronavírus no navio de cruzeiro “Diamond Princess” é um argentino. Esse é o primeiro caso de contaminação de um latino-americano nesta epidemia, que já deixou mais de 600 mortos, a grande maioria na China. Oito argentinos estão a bordo, segundo o diário "El Clarín".

A identificação do passageiro não foi divulgada pelas autoridades. O cruzeiro transportava ao todo 3.700 pessoas e está em quarentena na costa japonesa.

As nacionalidades dos novos 41 passageiros infectados foram divulgadas pelas autoridades. São 21 japoneses, oito americanos, cinco canadenses, cinco australianos e um britânico, além do argentino.

Ontem (06), foi confirmada a morte do médico apontado como o primeiro a identificar a existência do surto do coronavírus.

Segundo o Hospital Central de Wuhan, o médico oftalmologista Li Wenliang, de 34 anos, morreu por infecção de coronavírus. Wenliang foi um dos primeiros a identificar e falar abertamente sobre o surto da doença na cidade de Wuhan, na província de Hubei - zona central da China.

Wenliang havia sido acusado, no início de dezembro de 2019, de espalhar rumores alarmistas sobre uma doença com um possível índice elevado de contaminação no centro de internação do hospital de Wuhan. O médico comentou em um aplicativo de mensagens instantâneas que os sintomas dos pacientes diagnosticados com pneumonia eram semelhantes aos sintomas da Sars, a síndrome respiratória aguda grave, que afligiu a China em 2002.


Aqui no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei da Quarentena Sanitária do Coronavírus, que prevê regras para quarentena e medidas de enfrentamento ao coronavírus.

A medida visa regulamentar o atual quadro de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do vírus no Brasil, articulando a proteção aos direitos humanos à adequação dos instrumentos de vigilância e atenção à saúde e aos requisitos do mundo atual, mostrando-se, portanto, fundamental a atuação do Estado no seu dever constitucional de garantir do direito à saúde.

Segundo texto do Planalto, "a eclosão recente de epidemias e desastres em diversos pontos do mundo houve a necessidade que a Organização Mundial de Saúde - OMS promovesse a revisão do Regulamento Sanitário Internacional - RSI, a fim de definir ações e responsabilidades mais claras para todos os Estados membros e garantir uma maior articulação internacional para o enfrentamento de eventuais epidemias globais."