Operação Intocáveis II prende mais de 30 milicianos Já passa de 30 o número de presos na operação Os Intocáveis II deflagrada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. O foco são milicianos que atuam na zona oeste da capital fluminense.

Entre os detidos, está o policial civil Jorge Luiz Camillo Alves, que serve na 16ª DP (Barra). Ele foi levado para a Corregedoria da secretaria.

Outro preso é o ex-PM Paulo Eduardo da Silva Azevedo, conhecido como Bigode. Ele está preso no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

A Justiça emitiu 44 mandados de prisão preventiva e outros de busca e apreensão contra 45 denunciados de pertencer a grupos paramilitares -- entre eles, há três policiais civis e seis PMs.

O servidor da Fundação Parques e Jardins Joailton de Oliveira Guimarães foi denunciado, mas não teve a prisão preventiva decretada por falta de provas, segundo a coordenadora do Gaeco, Simone Sibilio.

Na lista de denunciados consta o nome de Bruno Pupe Cancella, que foi detido em 2019 por suspeita de lucrar com a construção de shopping e empreendimentos comerciais na Zona Oeste.

A ação desta quinta é um desdobramento da Operação Intocáveis, de janeiro de 2019. Na ocasião, 13 pessoas foram denunciadas, e cinco homens foram presos.

Esta Intocáveis II utilizou dados das investigações da Operação Lume, de março, quando foram presos Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.