Cristãos clamam por liberdade na África

A nação da Eritréia, no nordeste da África, continua sua tradição de perseguir qualquer tipo de cristianismo não autorizado pelo Estado. Recentemente, mais de 30 cristãos pentecostais foram presos pelas forças de segurança do país por orar.



O grupo de direitos religiosos Berhane Asmelash, da Release Eritreia, disse à BBC que os cristãos foram presos em três locais diferentes ao redor da capital Asmara.



O governo da Eritréia baniu todas as igrejas pentecostais há 17 anos e apenas reconhece quatro grupos religiosos, incluindo o cristianismo ortodoxo, o islamismo sunita, a Igreja Católica Romana e a Igreja Evangélica Luterana da Eritréia.



As autoridades dizem que outros grupos religiosos são ilegais porque são supostamente instrumentos de governos estrangeiros. Um relatório recente revela que as autoridades do governo estão até realizando ataques contra cidadãos em suas próprias casas.



"Policiais realizam incursões contínuas em casas particulares onde devotos de religiões não reconhecidas, especialmente cristãos pentecostais, se reúnem para orações comunitárias", disse o relatório. "Eles são libertados apenas se negarem sua fé".



Há também crescente atrito entre a igreja e o governo. O governo exige controle total de todas as organizações religiosas, incluindo escolas particulares, clínicas médicas e orfanatos, de acordo com o relatório.



O governo então interfere nos esforços das organizações para ajudar o povo do país, dos quais 66% vivem abaixo da linha da pobreza.



Há algumas semanas, a polícia prendeu 141 cristãos, incluindo 23 homens, 104 mulheres e 14 menores, da área de Mai Temenai, em Asmara.



A Eritréia, localizada na costa do Mar Vermelho, na África, é conhecida pelas organizações de perseguição como a "Coreia do Norte da África" por seu regime brutal liderado pelo presidente Isaias Afwerki.



O país encabeça a lista dos países que mais perseguem cristãos em todo o mundo, divulgada pela organização Portas Abertas.