Sessão sobre libertação de Lula é adiada

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou sua sessão desta terça-feira sem abordar o pedido de libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio à polêmica envolvendo a troca de mensagens entre o então juiz Sergio Moro e membros do Ministério Público.



O STF também decidiu agendar outro recurso de Lula para o dia 25 de junho. Neste caso, discutirá diretamente a suposta “parcialidade” de Moro por ter aceitado ser ministro do governo de Jair Bolsonaro, que derrotou no segundo turno da eleição presidencial o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, indicado por Lula.



O pedido a favor de Lula entrou na pauta da Segunda Turma do Supremo na segunda-feira, um dia após a divulgação de mensagens hackeadas que mostraram que Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, pode ter tido motivações políticas para condenar o ex-presidente.



A defesa do ex-presidente informou que não se privará de usar essas trocas de mensagens entre Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, para pedir a anulação de um processo que consideram viciado.



Ministros do STF comentaram ontem (11) o vazamento das mensagens entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, extraídas do aplicativo Telegram. Luiz Roberto Barroso criticou a "euforia que tomou os corruptos e seus parceiros” com a publicação. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que o combate à corrupção "a ferro e fogo" pode representar um "retrocesso" para a democracia. Gilmar Mendes disse que, em tese, uma prova eventualmente obtida de forma ilegal não leva necessariamente à anulação dessa prova.