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China endurece entrada de juristas evangélicos na ONU O governo da China criou obstáculos para que Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) passe a ter status oficial nas Nações Unidas. Em reunião na segunda-feira (20) em Nova York, Pequim pediu que a associação brasileira explicasse seu alcance global que justificasse a obtenção de um espaço privilegiado na ONU.

A entidade evangélica iniciou o processo ainda em 2017. Mas, desde 2019, o governo de Jair Bolsonaro passou a ver com bons olhos o pleito da organização, já que representaria um reforço importante para alguns pontos da agenda da diplomacia brasileira, principalmente no que se refere aos direitos humanos.

A Anajure esperava que essa reunião autorizasse sua entrada na ONU.

Ao receber a chancela do ECOSOC (Conselho Econômico e Social) das Nações Unidas, as entidades podem ainda designar um representante em Nova York e Genebra, submeter declarações por escrito ou serem chamadas para dar depoimento. Elas ainda têm voz garantida nos debates e, acima de tudo, podem circular pelos edifícios da ONU para fazer seu lobby.

A Anajure foi fundada em 2012, no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados em Brasília, por um grupo de juristas evangélicos. Entre eles estava a ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que foi homenageada na ocasião pelos “mais de 20 anos de atuação em favor de causas cristãs e do direito à vida e da família”. Hoje, a Anajure conta com cerca de 700 membros.

O comportamento da China diante de uma organização evangélica explícita o quanto o país asiático tem perseguido cristãos, dentro e fora de seu território. O país ocupa a 23ª. posição na Lista Mundial da Perseguição 2020 da organização Portas Abertas. O ranking apresenta os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos por causa de sua fé em Jesus.