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Assalto eletrônico A Lava Jato afirmou que a “ação criminosa de um hacker” teve início por volta do mês de abril. Segundo nota divulgada, nessa segunda-feira (10), o “modo de agir agressivo, sorrateiro e dissimulado do criminoso é um dos pontos de atenção da investigação”.

O criminoso cibernético teria sequestrado identidades, passando-se por procuradores e jornalistas em conversas para conseguir mais informações. Ele também teria clonado números de celulares de procuradores e, durante a madrugada, simulado ligações a membros do Ministério Público Federal.

Tentativas de ataques cibernéticos a familiares dos membros da força-tarefa também foram identificadas, “o que reforça o intuito hediondo do criminoso”, segundo a nota.
De acordo o documento, assim que foram identificadas as tentativas de invasão aos celulares, os procuradores da Lava Jato acionaram a Polícia Federal.

No dia 14 de maio, a Procuradoria-Geral da República também foi comunicada, determinando a instauração de um procedimento administrativo para investigar os ataques.
O procurador Vladimir Aras, candidato à Procuradoria Geral da República, quer saber quem pagou o pirata que roubou as mensagens da Lava Jato.

“O indivíduo que capturou e forneceu os dados é um assaltante eletrônico. Fico a imaginar quem contratou um hacker para isso”, disse Vladimir ao Estadão.

Repercussão
Durante sessão plenária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nesta segunda-feira (10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “não é coincidência” que, em determinados momentos importantes para a agenda econômica do Palácio do Planalto, “estoura uma bombinha vendo se ela paralisa a marcha dos eventos“. Ele se referia à votação da Reforma da Previdência.

“Gravaram o presidente Michel Temer. Não vai ter reforma da Previdência. Pronto, acabou. Toda hora tem uma [divulgação]. Uma hora é o Michel Temer, outra é o filho do Bolsonaro, outra é não sei o que lá, hoje é o do Moro”, revoltou-se Guedes.

O caso também pode favorecer o ex-presidente Lula, preso em Curitiba. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, liberou para julgamento, na noite desta segunda-feira (10), um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Lula da Silva.

O habeas corpus começou a ser analisado em dezembro de 2018. Após dois votos contra a concessão da liberdade a Lula, Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso.

A expectativa é que o pedido seja analisado nesta terça-feira (11) ou no dia 25 de junho, pela Segunda Turma do Supremo.