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Crise na água vira caso de polícia A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar como e por que a água da Cedae está chegando aos imóveis do Grande Rio com gosto e cheiro de terra.

Nesta quinta-feira (16), agentes da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados estiveram na Estação de Tratamento de Água do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles apuram se funcionários da companhia têm responsabilidade na qualidade da água.

A operação acontece dias depois de a água da Cedae ser alvo de queixas da população em virtude de seu forte cheiro e gosto ruim.

O objetivo da delegacia é entender se houve sabotagem ou se a turbidez da água ocorreu por causas naturais, a despeito do que declarou ontem o presidente da Cedae, Hélio Cabral.

Segundo Josy Lima, delegada assistente da Delegacia de Serviços Delegados (DDSD), foi aberto na noite de quarta-feira (15) um registro de ocorrência.

“Vamos tentar verificar a materialidade de um possível crime”, disse a delegada.

Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli vão coletar o material da água para uma análise laboratorial.

Depois, os depoimentos de funcionários da Cedae serão ouvidos.

Preço da água mineral dispara

Na quarta-feira (15), fiscais do Procon percorreram lojas em vários pontos do Rio e da Baixada Fluminense e descobriram alguns casos em que o aumento foi de mais de 40% no preço dos galões de água.

Segundo o diretor jurídico do órgão, Henrique Neves, dependendo da oferta e da demanda, e respeitando o princípio da liberdade econômica, o fornecedor pode variar o preço da mercadoria, desde que o aumento não seja excessivo.

Mas o consumidor que se sentir lesado, pode reivindicar o seu direito. O Procon-RJ atua de forma coletiva ou individualmente. Segundo o diretor jurídico, o Procon-RJ solicitou à Cedae os laudos periciais realizados na água e esclarecimentos sobre as providências que foram tomadas.

“Cada consumidor que se viu obrigado a adquirir água em garrafa ou então carros-pipa, deve guardar as notas fiscais e pode apresentar uma reclamação junto ao Procon. Será aberto um processo em que a Cedae poderá fazer um acordo com esse consumidor para ressarcir esses valores”, explica Neves.

Na entrevista coletiva que concedeu na quarta-feira (15), o presidente da Cedae, Hélio Cabral, disse que os pedidos de reembolso serão analisados caso a caso.

Ao verificar um aumento exagerado no preço da água mineral, o consumidor pode fazer a denúncia diretamente ao Procon-RJ pelo telefone 151, pelo aplicativo Procon RJ ou pelo site www.procononline.rj.gov.br. Não é preciso se identificar.