Cedae muda funcionário de alto escalão de cargo, mas garante qualidade da água

Após 12 dias de crise no fornecimento de água, a Cedae decidiu trocar o cargo do chefe da Estação de Tratamento de Água do Guandu, Júlio César Antunes, que está há 30 anos na empresa.

A decisão foi tomada no mesmo dia em que o governador Wilson Witzel, por meio de suas redes sociais, criticou a companhia.

Witzel, que está de férias no exterior, disse que determinou "apuração rigorosa tanto da qualidade da água quanto dos processos de gestão da companhia".

De acordo com os técnicos da Cedae, foi de Julio a sugestão de adotar o que especialistas chamam de "descarga" na lagoa mais próxima à captação da água. Na lagoa é que estariam se proliferando as algas que produzem a substância geosmina, apontada pela companhia como a responsável pela alteração na água que abastece quase todo o Rio de Janeiro.

A Cedae segue dizendo que a alteração da cor e do sabor da água não oferece riscos à saúde da população. No entanto, depois de inúmeras queixas sobre a água estar chegando às torneiras com sabor e gosto de terra ou barro, moradores de algumas regiões do Centro e da Zona Sul do Rio têm nova reclamação. Agora é o cheiro e gosto fortes de cloro.

Apesar de em alguns bairros a água não estar mais turva, há regiões onde o líquido parece lama. É o caso do Complexo do Alemão. Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Vigilância Sanitária (municipal e estadual) e Cedae, coordenados pelo Ministério Público, colheram amostras na Estação Guandu. A expectativa é que o resultado sobre padrões de cloro residual, presença de coliformes fecais e bactérias seja conhecido em até 15 dias.