Especialista dá dicas para quem pensa em mudar de empresa Atualmente, com as diferentes gerações no mercado, a rotatividade de profissionais se tornou ainda mais frequente. De acordo com pesquisa elaborada pela empresa global de consultoria organizacional Korn Ferry, divulgada em novembro passado, a nova geração que está ingressando no mundo corporativo não tem mais o sonho de permanecer na mesma organização por anos, se tornando o que chamam de “nômades de carreira”. Além disso, esses profissionais afirmaram que não são atraídos, exclusivamente, pelo salário, mas, sim, pelos benefícios oferecidos pela empresa.

O levantamento mostrou, ainda, que pessoas com alta tolerância à ambiguidade têm, em média, 2,5 vezes mais chances de se tornarem nômades na carreira. Já as pessoas altamente curiosas têm cerca de 2,2 vezes mais chances de aderir a este perfil profissional. No mercado de trabalho é comum situações em que mesmo estando empregado, o profissional receba ofertas de trabalho que podem ser mais atrativas do que suas condições atuais. Em momentos como este, o colaborador deve analisar alguns pontos fundamentais para ver qual das opções é mais interessante a curto, médio e longo prazo. O especialista em negociação e CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação, Reinaldo Passadori, separou algumas dicas que podem ajudar neste momento de avaliação profissional.

1. Pense a longo prazo
Geralmente, pelo impulso, não costumamos analisar a situação como um todo. Por isso, é importante, antes da tomada de decisão, avaliar a proposta, assim como as possibilidades de crescimento dentro da organização. “Nem tudo se baseia em um bom salário, mas, sim, na construção de uma carreira de sucesso. Por isso, é recomendável que o colaborador avalie se o novo emprego contribuirá para o seu crescimento profissional, para que não aconteça de ficar estagnado na mesma posição por anos. Ou seja, trocar seis por meia dúzia”, explica Passadori.

2. Estude sobre a empresa
Ao receber novas propostas, é imprescindível que o profissional faça pesquisas sobre a organização. Algumas informações que devem ser levantadas são o número de colaboradores, a sua função, os valores e, se possível, a rotatividade. “Nesta fase será possível identificar a cultura organizacional e quais são as prioridades da empresa. Assim, o colaborador saberá os prós e contras de cada uma das ofertas”, completa.

3. Avalie o custo-benefício
De acordo com o levantamento realizado pela Korn Ferry, ao se candidatar para vagas de emprego, a nova geração não avalia apenas o salário oferecido pela organização. Esses novos profissionais têm valorizado empresas que investem na qualidade de vida da equipe. Passadori explica que esta é uma das mudanças mais notórias no mercado de trabalho. “As exigências dos colaboradores e do mercado mudaram. Por este motivo, ao receber uma oferta de emprego, deve-se avaliar os benefícios oferecidos pela empresa”, ressalta.

4. Defina seus objetivos profissionais
Saber aonde quer chegar é essencial para traçar os objetivos profissionais. O especialista comenta que a satisfação do profissional não deve estar apenas no retorno financeiro, mas, também, em se sentir realizado na função em que irá desempenhar, no ambiente da empresa, na estabilidade que será oferecida, entre outros fatores. “Durante a análise de uma nova proposta, recomenda-se que o colaborador leve tudo isso em consideração, para não escolher uma vaga pelos motivos errados”, aconselha.

5. Seja transparente
Proposta escolhida, o próximo passo é ser transparente com a empresa. Ao avaliar as melhores ofertas, caso o profissional decida partir para a nova empresa, aconselha-se que, após a tomada de decisão, comunique o gestor da área em que atua. “Este é o momento de agradecer pela oportunidade, mostrando os motivos que o fizeram aceitar a oferta de emprego. A rotatividade é natural, o importante é manter o profissionalismo, sendo honesto com os envolvidos”, finaliza Passadori.