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Bloco A Favorita deixa rastro de destruição em Copacabana

A abertura antecipada do Carnaval do Rio de Janeiro não deu muito certo. A apresentação do Bloco da Favorita no palco montado na praia de Copacabana, em frente ao hotel Copacabana Palace, atraiu cerca de 300 mil pessoas que viveram inferno na volta pra casa. Segundo relatos publicados em redes sociais, houve brigas e arrastão na areia após a apresentação do bloco. A Guarda Municipal afirmou que, no momento da dispersão, uma equipe foi atacada por ambulantes que atiraram garrafas de vidro, pedras e outros objetos, quando os agentes tentavam liberar a rua. Um agente ficou levemente ferido.

O tumulto se estendeu até o Leme, as imediações do Túnel Novo e o Rio Sul, em Botafogo. Dezenas de pessoas estiveram na 12ª DP (Copacabana) para registrar o roubo de celulares, carteiras e bolsas. E até o vidro lateral do Hotel Windsor Excelsior foi quebrado. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas de vandalismo e correria.

A PM chegou a negar a autorização para a festa, na semana passada, mas acabou liberando. A Associação de Moradores de Copacabana e o Ministério Público estadual ingressaram na Justiça com pedidos para proibir o evento, que foram negados pela Justiça.

A estação Cardeal Arcoverde do metrô ficou superlotada e o rastro de lixo deixado pelos foliões se espalhou pelos vagões, sujos de areia, cerveja e até urina. Muitos passageiros desistiram de embarcar ao ver o tamanho da fila para entrar na estação e o aglomerado de pessoas do lado de fora. O cenário era mais assustador para quem não havia participado do bloco.