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Bebê morta por padrasto pode ter sido vítima de ritual satânico A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Parauapebas, no sudeste do Pará, não descarta que a morte de uma bebê espancada e estuprada pelo padrasto com o conhecimento da mãe esteja associada a rituais satânicos.

As linhas de investigação para apurar a morte da criança ainda não foram concluídas e a Polícia Civil afirmou ter recebido denúncias de vizinhos do casal apontando práticas satânicas na residência dos acusados.

Os responsáveis pela morte da bebê de 1 ano e 8 meses são o padrasto Deyvid Renato Oliveira Brito, de 31 anos, que seria o autor das agressões e do estupro, e a mãe da vítima, Irislene da Silva Miranda, de 28 anos. Ambos foram presos na quarta-feira (8).

Segundo relatos dos vizinhos, a vítima era ofertada em sessões de magia satânica conduzidas pelo padrasto com a participação da mãe. Nas sessões, a bebê era espancada e violentada sexualmente.

De acordo com a delegada Ana Carolina Carneiro de Abreu, titular da Deam de Parauapebas, na residência do casal foram encontrados vários artefatos, objetos estranhos, ossos humanos e altares que indicam a existência de práticas religiosas macabras. Ao longo da semana, novas testemunhas devem ser ouvidas a respeito do comportamento do casal com a criança e também das atividades religiosas dos acusados.

A mãe da bebê admitiu à polícia que sabia que o companheiro abusava sexualmente da filha todas as vezes em que ela se negava a ter relações sexuais com ele. Em conversa com uma médica, já na presença dos policiais, a mãe mudou a versão inicial, dizendo que saiu para comprar carne e, quando voltou, a criança já estava muito mal no colo do padrasto. Durante o banho, prosseguiu a acusada, a criança não reagia mais. Teria recebido massagem cardíaca de Deyvyd, e acabou sendo levada ao hospital por um vizinho.

Deyvid já havia sido acusado de estupro de vulnerável em Icoaraci, em Belém, em 2017. Na ocasião, também foram encontrados artefatos e objetos estranhos, como ossos humanos, na residência dele. Após o crime, Deyvid fugiu com a esposa para Parauapebas, onde se abrigou na residência de seu pai por cerca de 15 dias, após mais de duas décadas sem contato com a família. Após esse período, ele e a família procuraram nova moradia, ainda no município de Parauapebas. A mãe da bebê não tinha passagem pela polícia.

Presos, os dois vão responder estupro de vulnerável e feminicídio consumado.

A ministra Damares Alves lamentou o crime e diz ter se emocionado ao tomar conhecimento desta barbaridade.

“E ela só tinha 1 ano 8 meses de idade. Por dia são inúmeras notícias semelhantes que recebemos. Por dia são centenas de crianças abusadas e 30 assassinadas no Brasil. Precisamos mudar esta realidade. Toda sociedade, em parceria com o Poder Público, deverá fazer este enfrentamento. O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que é dever da família, do Estado e da sociedade proteger as crianças e os adolescentes”, escreveu em suas redes sociais.