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Kirk Franklin defende: Bíblia não é homofóbica O ícone da música gospel, Kirk Franklin, visitou o popular programa de rádio "The Breakfast Club", onde falou sobre seu 13º álbum, “Long Live Love”. Mas o que mais chamou atenção na entrevista foi sua posição sobre questões polêmicas como homossexualidade e aborto.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus. O Senhor não odeia os gays. A Bíblia não é um manual sobre como odiar os homossexuais”, disse o cantor.

Ele acrescentou: “Deus é um Deus da verdade, acredito que o amor de Deus é a verdade. Não há verdade sem amor e o amor não pode existir sem a verdade.”

Franklin estava respondendo ao co-apresentador Charlamagne Tha God, que disse que ele não vê amor na Bíblia, mas sim "material homofóbico", bem como antissemitismo.

O cantor afirmou: “Não há coisas homofóbicas na Bíblia. O que há, é que existem homens e mulheres que não foram necessariamente treinados para interpretar as Escrituras, para poder compreender a totalidade do texto. Porque se você vai chamar uma coisa de pecado na Bíblia, vai perceber que orgulho e inveja também são pecados.”

Quando a co-apresentadora Angela Yee expressou sua oposição ao que alguns chamam de terapia de "conversão" - ou seja, os esforços para mudar a orientação sexual de uma pessoa de homossexual para heterossexual -, Franklin compartilhou um sentimento similar.

"Acho muito embaraçoso pensar que temos de fazer as pessoas exatamente da maneira que achamos que precisam ser, para poder viver com elas", disse Franklin quando questionado sobre o que alguns chamam de terapia de "conversão".

“É tudo sobre sair da vida com homens e mulheres e ver todos criados à imagem de Deus e basicamente nenhum grupo de pessoas será monolítico; todo mundo tem visões diferentes mesmo dentro de comunidades diferentes. Mas é tudo sobre aprender a concordar em discordar e ainda deixar o amor levar a narrativa,” disse ele.

Os apresentadores do rádio aproveitaram a oportunidade para também perguntar sobre outro tópico controverso - o aborto.

Franklin revelou que ele quase foi abortado por sua mãe. O artista foi adotado por uma "senhora de 64 anos" aos quatro anos de idade.

“Lembro-me de minha mãe biológica dizendo à minha mãe adotiva: 'Eu não queria ele, eu queria um aborto e você não me deixou fazer. Então, eu vivi com essa questão do abandono. Sim, eu sou uma pessoa pró-vida. Mas, ao mesmo tempo, seria hipócrita não dizer também que, quando eu era adolescente, paguei por um aborto”, confessou o cantor de “I Smile”.

Ele disse que pediu desculpas à jovem que fez o aborto porque ele incentivou e levou-a para a “clínica”.

"Meu ponto é que eu sou pró-vida, mas eu ainda acredito que não tenho o direito de forçar uma mulher a fazer qualquer coisa com seu corpo, da mesma forma que eu não posso forçar alguém a vir a Jesus Cristo", Franklin disse na entrevista.