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“Decidi esperar” será modelo de programa à prevenção da gravidez na adolescência Na tentativa de prevenir a gravidez na adolescência, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos estuda criar um programa que estimule jovens a não fazer sexo ou a adiar o início da vida sexual.

Segundo a secretária nacional de família, Angela Gandra Martins, a pasta avalia atualmente modelos de políticas “de escolhi esperar, para retardar a relação sexual”.

A ideia é criar um programa para conscientizar jovens sobre o que é uma relação sexual e sobre suas consequências.

A proposta é semelhante à defendida por movimentos como o Eu Escolhi Esperar, que defende que jovens cristãos esperem o casamento para terem relações sexuais.

fundador do movimento, o pastor Nelson Neto Jr., foi um dos convidados de um seminário promovido pela pasta em dezembro na Câmara dos Deputados com foco na prevenção à vida sexual precoce e gravidez na adolescência.

Reunião para discutir o tema está marcada para a próxima semana. Além da pasta da família, a proposta, classificada oficialmente como “iniciação sexual tardia”, é discutida pela secretaria da criança e adolescente. Não há previsão do valor a ser investido.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2017, ano dos últimos dados consolidados, houve 480.925 nascimentos de bebês com mães entre 10 e 19 anos, o equivalente a 16% dos nascidos vivos.

Críticos à proposta defendem que adolescentes têm o direito de manter relações sexuais quando quiser, precisando apenas serem informados sobre métodos contraceptivos.

“É conscientizar a pessoa. Não é chegar: aqui tem camisinha, aqui tem anticoncepcionais, vão em frente. Se quiser, pode até usar, mas que saiba qual a consequência. Não estamos questionando a camisinha, estamos questionando a relação humana”, diz o pastor.